quarta-feira, 21 de junho de 2017

FESTEJOS:

SÃO JOÃO - ASSU
festas juninas - nordeste
Origem:

O calendário das festas católicas é marcado por diversas comemorações de dias de santos. Na tradição brasileira uma das mais festivas são as comemorações de São João. Esse ciclo passou a ser conhecido como Festas Juninas, englobando as reverencias aos principais santos homenageados no mês de junho: dia 13 Santo Antonio, dia 24 São João e dia 29 São Pedro e São Paulo. 

A origem destas festividades remonta um tempo muito antigo, anterior ao surgimento da era cristã e, portanto, do catolicismo.

De acordo com Sir James George Frazer, em seu livro O Ramo de Ouro, o mês de junho, tempo do solstício de verão na Europa, Oriente Médio e norte da África, ensejou inúmeras expressões rituais de invocação de fertilidade, para promover o crescimento da vegetação, fartura nas colheitas, trazer chuvas.

No Brasil:
 
Quando os portugueses iniciaram o empreendimento colonial no Brasil, a partir de 1.500, as festas de São João eram o centro das comemorações de junho. Alguns cronistas contam que os jesuítas acendiam as fogueiras e tochas em junho, provocando grande atração sobre os indígenas.

Pode-se observar, portanto, que ocorreu certa coincidência entre os propósitos católicos de atrair os índios ao convívio missionário catequético e as práticas rituais indígenas, simbolizadas pelas fogueiras de São João.

Essa época coincide com a realização dos rituais mais importantes para os povos que aqui cultivam as colheitas e preparação dos novos plantios. Os roçados velhos, ainda estão em pleno vigor, repletos de mandioca, inhame, batata doce, abóboras, abacaxis; a colheita de milho e feijões ainda se encontra em período de consumo. 

Uma série ritual, no período, inclui um conjunto variado de festas que congregam as comunidades em danças, cantos, rezas e muita fartura de comida. Deve-se agradecer a abundância, reforçar os laços de parentesco, reverenciar as divindades aliadas e rezar forte para que os espíritos malignos não impeçam a fertilidade. 

Tradições:

Nestas festas, até bem pouco tempo, antes da febre dos grandes grupos musicais, era comum a integração de grupos familiares. Essa confraternização familiar era alicerçada pela prática do compadrio, momento em que eram ampliados os laços entre vizinhos, patrões e empregados. Havia duas maneiras através das quais as pessoas adultas ou jovens tornavam-se compadres e comadres, padrinhos e madrinhas: uma era, e ainda é através do batismo; a outra, através da fogueira nas festas de São João. Até o século dezenove, até mesmo os escravos podiam ser apadrinhados pelos senhores de terra.

No nordeste brasileiro os festejos juninos ocorrem nas comunidades rurais, nas ruas, nos bairros, nas cidades, nas paróquias, transformando-se na festa mais importante do ano. Estas comemorações acabaram por atrair turistas prontos para participarem das efervescentes festas matutas. 

Assu:

Assu é o município do Nordeste pioneiro no São João enquanto Padroeiro. Há 291 anos a Igreja realiza novenas e os paroquianos participam dos festejos sociais (cada época a seu modo) para comemorar o período junino. 

Em 1720 com a chegada do Padre Manoel de Mesquita e Silva o Assu começou a realizar os primeiros trabalhos de evangelização, implantando o hábito religioso ligado à religião Católica Apostólica Romana. Os primeiros atos religiosos ocorreram sob as sombras de frondosas árvores.

Depois de seis anos foi construída uma Casa de Oração e criada, em 24 de junho de 1726, a Freguesia de São João Batista da Ribeira do Assu. A Freguesia foi a segunda da então Capitania do Rio Grande e a quinta do Brasil. O Precursor do Messias, João Batista, foi pela primeira vez, no Brasil, escolhido oficialmente como Padroeiro de uma freguesia (o equivalente a Paróquia, atualmente).

No decorrer destes 291 anos o povo assuense tem mantido esta tradição com muita religiosidade, cultuando neste período a fé, devoção e confraternização. O social acontece em reunião de vizinhos, amigos e familiares para agradecerem por mais um ano de graças e pedem proteção para o ano vindouro. A fogueira é o símbolo maior deste período, tendo sido sempre a maior simbologia dessas manifestações. 

Baseando-se nesses costumes, por Assu não vivenciar somente os Festejos Juninos, e sim, ininterruptamente, a festa do seu Padroeiro, alicerçado nas manifestações folclóricas do nordeste brasileiro (estilo único no mundo) durante quase três séculos, podemos afirmar que a festa de São João, em Assu, quando se unifica as comemorações religiosas com as sociais (profanas) é o mais antigo do mundo.
Foto: Bruno Andrade
Fonte: Marcas que se foram - Ivan Pinheiro (livro inédito)
https://pt.wikipedia.org/wiki/São_João.

domingo, 11 de junho de 2017

ATIVIDADES CULTURAIS:

Com a proximidade das festividades de aniversário do Cine Teatro Pedro Amorim, a administração municipal do Assú decidiu agilizar a realização de serviços de reforma necessários para que o principal palco da arte assuense dê ainda mais brilho à cultura local.
E, com este objetivo, o cronograma de apresentações precisa ser temporariamente interrompido durante todo o decorrer do mês de junho, segundo explicação do coordenador do órgão, Marcos Henrique.
Ele adiantou que serão feitas melhorias em todos os setores do Cine Teatro, inclusive nos sistemas de iluminação e sonorização, além de limpeza no carpete e outros detalhes que são imprescindíveis para que pleno funcionamento da estrutura seja assegurado.
“Quando nós assumimos a gestão do Cine Teatro fizemos algumas ações indispensáveis e, agora, é preciso nova intervenção neste sentido para que o Cine Teatro comemore seu aniversário na sua melhor forma”, afirmou o coordenador.
Ele enfatizou que em breve a programação de aniversário será anunciada e, assim como vem acontecendo em todos os eventos realizados no referido espaço, deverá prestigiar os artistas locais dos mais distintos segmentos.
Marcos Henrique acrescentou que mesmo passando por restaurações no palco, o Cine Teatro participara dos festejos juninos de Assú com a exposição de quadros do artista plástico assuense Wagner Di Oliveira, que acontecerá no hall de entrada, de 15 a 24 deste mês, no horário das 19h às 23 horas.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

AÇÃO PARLAMENTAR:

GEORGE SOARES PEDE INCLUSÃO DO PROJETO PARA REFORMAR CAMPUS DA UERN EM ASSU NO PROGRAMA GOVERNO CIDADÃO
O deputado estadual George Soares (PR) enviou ofício, nesta terça-feira (30), ao secretário extraordinário de gestão de projetos e metas do RN, Vágner Araújo, com o projeto de reforma da infraestrutura física do Campus da UERN em Assu, pedindo sua inclusão no Programa Governo Cidadão.

Segundo o documento, o projeto foi enviado ao gabinete do parlamentar pela direção do Campus, para que a estrutura que abriga a instituição seja ampliada com Centro de convivência, novos vestiários, elevador, sala de inclusão, sala de xerox, cantina e novas salas de aula para o curso de direito, que deve ser implantado no próximo ano e também fez parte dos pleitos do deputado George, na Assembleia do Estado.

"Quando se trata da UERN, nosso mandato está sempre a disposição, um Campus maior certamente atenderá melhor as necessidades dos nossos estudantes e dos profissionais que fazem a Universidade Estadual em Assu," afirmou o George Soares.

CULTURA:

 (FALA PROFERIDA NO AUDITÓRIO DA UERN DURANTE O EVENTO “III LETRAS EM CONFERÊNCIA”)
Oh Vida! Os teus milagres nem sempre são doçuras, mas não me dês tanto! Não me dês tanto, tanto, tanta amargura.
Escreveu o pensador, o filósofo João Lins Caldas.
No momento que esta universidade realiza o evento (III Letras em conferência), quero dizer que a poesia caldiana já está convenientemente estudada pela professora Cássia de Fátima Matos dos Santos na sua tese de doutorado, porém ainda tem muito a se contar e dizer sobre a trajetória e obra de João Lins Caldas.
Caldas era tipo magro, baixa estatura, andar curto e ligeiro, voz mansa, afetuoso, porém, se tornava intempestivo quando alguém discordava dos seus versos, dos seus conceitos visionários. Certa vez, certo amigo ao visitá-lo em sua casa de morada encontrou o poeta declamando chorando um poema de sua autoria. Ao terminar a sua oração aquele amigo e igualmente poeta, saiu-se com essa: “Caldas, eu não entendi o que você acabou de recitar”. Caldas foi solene, dizendo assim: “Eu estou declamando para os sábios como eu!”
Caldas chega à fidalga cidade de Assu por volta de 1900, acompanhando seus pais João Lins Caldas e Josefa Leopoldina Lins Caldas. Seu pai era natural de Assu e sua mãe nascera em Goianinha (de tradicional família Torres Galvão, ambas as ascendências de tradição na terra potiguar), cidade onde também nascera o solitário e amargurado poeta que hora relembramos. 
Lembro-me dele, Seu Caldas como ele era habitualmente chamado na cidade Assue (eu era ainda adolescente), pelas ruas da terra asuense onde ele era admirado por poucos e incompreendido por muitos. 
Lembro-me dele na sua modesta casa parede e meia, de porta e janela de duas lâminas, da Rua Ulisses Caldas, do Macapá, tradicional bairro de Centro da cidade de Assu, além das suas constantes visitas a casa de meu avô paterno com quem ele, Caldas, alimentava uma amizade desinteressada, sempre vestindo paletó e gravata com aquela simplicidade que lhe era peculiar, declamando seus versos, falando de política local e nacional, contando a sua vida atribulada e atormentada vivida no sudeste do Brasil. 
Produziu uma obra literária (ele tinha a sua própria forma de construção gramatical) multifária, extensa e bela, de invejar qualquer autor, de contextos diversificados com muita obsessão pelo tema morte.
“Meus mortos vivos nunca apodreceram.” - Diz num verso.
Romântico e apaixonado como sempre viveu, escreveu o esteta Caldas:

Coração malsinado das torturas,
Coração de mulher sem amor ter,
Goza um pouco a ventura de querer
Que este gozo é maior que outras venturas.

Tens, como as dores que hoje tens seguras,
Do amor a porta sem poder se erguer.
Ah! Que ventura se ilusões, das puras.
Hoje pudesse coração, conter!

Mas não! Que o gelo que dá vida à morte
É o mesmo gelo que campeia forte
Nesse teu seio onde batalha a dor...

És para o tédio e para o mal nascido...
Muda essa sorte, coração ferido,
Abra essa porta para o meu amor!...
 
Seus versos retrata a dor, a angústia, a solidão, o amor fracassado. Aliás, teria sido ele, penso eu, um dos poucos poetas brasileiros a escrever poemas com aspectos eróticos (umas das vertentenses da sua obra poética) no Brasil, alheios aos preconceitos da época, seguindo os moldes parnasianos, no começo da primeira metade do século XX como, por exemplo, o poema intitulado “De joelhos”, que o Almanaque Popular Baiano, de Salvador, publicou, para 1909, pág. 116, que evoco neste instante: 

Na areia brilhante nos dias de calma
Chegaste. A minha tentação. De joelhos
Me sinto a morder os lábios teus vermelhos...
Caio... E’ a febre... E tu morres e eu morro
Transfigurado a ti pedir socorro...
Vem... chega mais perto... o braço estende
Entre o teu, o meu corpo aperta e prende...
Flores à noite... a madrugada em flores...
E aqui meu coração e os teus ardores...
O silêncio vacila, a treva ordena.
Vamos!... a plateia é deserta... ao palco! Acena!
Afasta as rendas, do teu corpo afasta...
Esta roupa que odeio, esta camisa gasta...
Um trono a madrugada, a relva um ninho.
Deixa... eu aperto a tua mão no meu carinho...
Nua... a tua carne branca num arrepio
Me anuncia o calor a bendizer o frio...
(...)
Soo... a tua carne cansa e o coração a vida
Um beijo... mas outro... a tua carne em brasa...
E o meu instinto ao teu instinto casa...
(...)

E esse outro poema escrito nos moldes modernistas intitulado “Volúpia”, que ele escreveu sedento de amor:

Eu fui perturbar teu sono. Despertar a carne da tua mocidade.
Desgrenhar teu cabelo, dar febre ao teu sangue.
Perdoa, pela minha mocidade.
O lençol revolvido
O travesseiro molhado...
Se houve a tua a tremer, a minha cama na noite não soube também o que era ter sono.

Ainda mais essa joia de poemeto:

Quero-te. Vem. As carnes palpitantes
A forma tua onde a beleza mora...
És tu. Quero-te assim. Meu corpo implora
A graça que desce dos contornos...
Trêmulas as mãos e os lábios mornos.
 
Mora em Natal entre 1908 e 1912, colabora em jornais daquela capital e envia seus escritos inspiradores para grandes almanaques e folhinhas de farmácia daquela época.

Em fins de 1912, aos 24 anos de idade regressa ao Rio de janeiro, então Capital da República, mora em quarto de pensão, colabora em jornais como O Globo, ganhando pouco, o suficiente para o seu sustento diário, emprega-se no serviço público federal (Ministério do trabalho), colabora em importantes jornais e revistas do país, frequenta com assiduidade a Biblioteca Nacional, lendo os maiores autores das letras universais e frequenta as livrarias José Olímpio e Garnier, da rua do Ouvidor, Centro da capital fluminense convivendo com Ribeiro Couto, Guilherme de Almeida, Olavo Bilac, Monteiro Lobato, José Geraldo Vieira, dentre outras figuras que engrandece as letras nacionais.

Em 1917 muito antes da Semana de Arte Moderna, de 1922 começa a cantar no verso livre. O comovente poema intitulado A casa nos conta a sua história, que para Newton Navarro, expressa “a terrível realidade daquela casa fechada, com restos de morte dos seus mortos mais queridos, sobras de vida pelos móveis, salas, corredores, até no pavio apagado da lamparina tisnenta”, é um exemplo que ele escrevia versos brancos, emancipados de métricas. Declamo:

Fechai a casa toda vós todos que estais dentro de casa.
A casa nos vai dizer o seu segredo, a casa nos vai dizer o que é ela
a nossa casa.
Aqui cresceram choros de crianças
Os nascidos choraram
Embalaram-se da rede adolescentes
Velhos saíram nos seus caixões, esticados os pés, hirtos e mudos como tijolos levados.
Escrevi dos meus versos
Pensei dos meus pensamentos amargurados.
O cabelo comprido,
A barba pontiaguda, mal alinhada,
E das mesas, sobre as toalhas velhas
Os pratos fumegantes,
A incidência da luz sobre os armários.

Vamos, irmãos, tudo é entre sombras.
O medo
O cuidado
As mãos mortas,
O pavio do candeeiro,
Tudo é recordado.

... E ao comprido que se balouça esticada,
Uma cabeça, uma cabeleira preta,
Pés que se estiram, mãos alongadas...
Vamos, irmãos, eu que estou reparando, de retrato, esse quadro que se alonga ao longo da parede.

No eixo Rio-São Paulo escreveu treze livros que para Celso da Silveira “tinham títulos que já valiam poemas.” Antes, porém, quando morava em terras potiguares teria escrito quatro livros. Pena que ficaram apenas organizados em manuscritos e depois destruídos pelas traças, por guardá-las em malas e caixotes com precariedade ou por não saber onde guarda-los, talvez, pela sua genialidade que lhe deixava atordoado.

Entre 1912 e 1927, permaneceu no Rio de Janeiro. Em 27 regressa a Bauru, interior de São Paulo, já com emprego garantido na estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB), ferrovia vinculada ao Ministério da Viação, onde colabora no jornal Correio de Bauru. Ali começa um processo investigativo, denunciando ao Supremo Tribunal Federal, supostas irregularidades praticadas por alguns auxiliares do ministro da Viação José Américo de Almeida. Causa que levou Getúlio Vagas a aposentá-lo precocemente, aos 45 anos de idade, percebendo um salário miserável. Indignado escreveu ao presidente Vargas:

“A inconsciência nacional manifestou. Mas Deus é consciência e eu ainda espero em Deus.”

Sem obter resposta, endereçou outra mensagem ao presidente Vargas (que não se sabe ao certo, se aquelas mensagens chegaram ao conhecimento daquele estadista), de tal modo:

“Se não guardou nome amigo que por Vossa Excelência tão denodadamente lutou guardará nome amigo que por Vossa Excelência tão denodadamente lutará.”

Volta em 1933, a sua cidade de Assu, terra que escolhera para viver a sua maturidade, decepcionado e desiludo por não ter conseguido publicar-se trilíngue: português, inglês e francês, cujo trabalho se tivesse publicado, entendia Caldas que teria alcançado a glória, o reconhecimento e se tornaria um dos nomes mais representativos da poética universal.

Em 1936, o poeta que não conseguiu a sua aspiração maior: ganhar um Nobel de Literatura com a publicação da sua obra imortalizou-se, pois foi colocado como protagonista na segunda fase do romance urbano de ficção, “essencialmente carioca” intitulado Território Humano, do escritor, seu amigo íntimo, o paulistano nascido nos Açores, Portugal, considerado por Érico Veríssimo como “o mestre do romance Brasileiro”, encarnado no personagem Cássio Murtinho.

Afinal, em 1975, Celso da Silveira organizou a antologia póstuma de João Lins Caldas intitulada Poética, editado pela Fundação José Augusto, cujo livro chegou às mãos do poeta pernambucano Mauro Mota que aquela época dirigia o Suplemento Literário do Diário de Pernambuco. Ao ler o livro, Mota externou (nota publicada naquele periódico) que naquela coletânea tem três ou quatro poemas que são dos mais belos da língua portuguesa, incluindo o célebre e universal poema sob o título Isabel:

Uma Isabel morreu no mundo.
Tinha pai e mãe, irmãos e sobrinhos, aquele mundo de primos no mundo.
Avós enterrados, bisavós trepidantes nos cernes duros de árvores agigantadas.
Ascendentes outros na nervura de asas e barbatanas de peixes.
Isabel hoje estava cansada.
Remontava das suas origens a dias muito anteriores aos dias de Tebas,
Viveu de fresco os poemas de Homero,
A guerra de Tróia,
O passado de Sócrates,
E, caída Cartago, soldados ruivos, assalariados, mortos.
Não soube nada d sua crônica.
Era uma mulher, vestida de saia, os cabelos compridos
E se alimentava de pão, rapadura e mel.
Isabel tinha linhas nas mãos.
Uma sorte que estava escrita, diferente sem dúvida das outras sortes.
O destino de Isabel, o destino da vida como dos outros que carregam a morte.
Eu nunca vi Isabel.

Muito obrigado.

Fernando Caldas 
Postado pelo blog Fernando Caldas.

sábado, 20 de maio de 2017

SANÇÃO:

O prefeito Gustavo Soares (PR) sancionou a lei que reconhece como de utilidade pública a Academia Assuense de Letras (AAL).
O ato que legitimou tal reconhecimento foi publicado no Diário Oficial do Município nº 3.179, veiculado pelo site oficial da Prefeitura da ultima quinta-feira (18).
O ato de sanção sucedeu à aprovação da lei pela Câmara de Vereadores, salienta informação da Secretaria de Comunicação e Ouvidoria.
“A Academia Assuense de Letras surgiu para ocupar um espaço importante no esforço para preservar e manter viva a memória cultural, literária, poética e artística do município”, declarou o chefe do Executivo municipal.
Fundada em 23 de janeiro de 2015, a AAL se constitui numa associação civil, sem fins econômicos, que tem a finalidade de cultivar, preservar e a divulgar a literatura.
O colegiado atualmente possui 14 membros, de um total de 40 cadeiras, e hoje é presidida pelo professor e cronista e escritor Francisco José Costa dos Santos.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

ATIVIDADE PARLAMENTAR:

GEORGE SOARES VISITA INSTALAÇÕES DA STERBOM
O deputado estadual George Soares (PR) visitou, nesta quinta (11), as instalações das fábricas de sorvetes da Sterbom, acompanhado do proprietário, Toinho da Sterbom, do prefeito de Assu, Dr. Gustavo Soares (PR), e do ex-secretário de estado, pai do deputado e do prefeito, Ronaldo Soares.
O empresário Toinho fez o convite e mostrou pessoalmente a estrutura dessa grande indústria, genuinamente potiguar e que tem planos de expansão para o interior do estado. A cidade do Assu está dentro desse planejamento.
“Convidamos Toinho da Sterbom para fazer uma apresentação no 2° Fórum do Vale do Açu para apresentar seus planos que vão de encontro com a geração de novos empregos e de mais renda para o povo do Assu e região. Ficamos impressionados com o nível de tecnologia e profissionalismo da Sterbom, administrada por um homem de visão”, afirmou George Soares.

HISTÓRIA:


Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com
Na internet, tomamos conhecimento que as informações sobre o Barão de Ceará-Mirim continuam desencontradas. Tanto há discordâncias quanto ao nome do pai de Manoel Varela do Nascimento, quanto a data do seu nascimento. Por mais pesquisa que se faça, não se chega a um denominador comum. E mesmo com a divulgação do seu casamento, vários escritos sobre o barão não corrigiram suas informações.
Minha família Trindade, lá de Angicos, vivia, em sua maioria, em Santa Luzia, onde se localiza uma das propriedades do barão. Encontramos, vários eventos religiosos onde Manoel Varela do Nascimento e seus familiares se apresentaram como padrinhos ou testemunhas.
Para exemplificar, em 27 de dezembro de 1855, na Matriz de São José de Angicos, ocorreu o batizado de Francisca, filha legítima de João Batista da Costa Xavier e de Michaela Francisca da Trindade, esta minha tia-bisavó. A batizada tinha nascido aos 30 de novembro desse mesmo ano, e teve como padrinhos Manoel Varela do Nascimento e sua esposa Bernarda Varela Dantas, moradores em Extremoz, por procuração passada ao casal José Bonifácio da Trindade e Rosa Maria da Conceição.
As dificuldades para se fazer algumas genealogias aumentam quando uma mesma pessoa aparece com vários sobrenomes, e algumas vezes com nomes diferentes.
A ascendência de da Baronesa é mais rica em informações, pois vai até os mártires de Uruassú, Antônio Vilela Cid e Estevão Machado de Miranda. Ela era filha de Francisco Teixeira de Araújo e de Izabel Xavier de Sousa, que casaram em 8 de fevereiro de 1804. Esses pais de dona Bernarda eram parentes muito próximos, pois foram dispensados no 3° e 4º graus de consanguinidade. Os pais de Francisco Teixeira de Araújo eram o português José Teixeira da Silva e Thereza Duarte de Jesus, enquanto os pais de Dona Izabel eram o capitão Francisco Xavier de Sousa e Dona Bernarda Dantas da Silveira.
Para entender melhor esse parentesco dos pais de Dona Bernarda, que herdou o nome da avó materna, vamos avançar na sua ascendência. O português José Teixeira da Silva tinha como pais João Teixeira da Silva e Maria Joana, enquanto sua esposa, Thereza Duarte de Jesus, era filha de João Rodrigues Seixas e Dona Joana Rodrigues Santiago; já o capitão Francisco Xavier de Sousa era filho do baiano Francisco Xavier de Sousa e Thereza Duarte de Jesus, enquanto os pais de sua esposa, Dona Bernarda Dantas da Silveira, eram o mestre de campo, o português Sebastião Dantas Correia, e sua mulher Dona Ana da Silveira Freire.
As bisavós Joana Rodrigues Santiago e Thereza Duarte de Jesus, a primeira paterna, e a segunda materna, eram irmãs, sendo ambas filhas de Salvador de Araújo Correia e Isabel Rodrigues Santiago. Esse parentesco das bisavós é que gerou a dispensa de 3º grau entre os pais da Baronesa.
Isabel Rodrigues Santiago, trisavó da Baronesa, era filha de Manoel Rodrigues Santiago e de Catharina Duarte de Azevedo. Esta, por sua vez, era filha de Manoel Duarte de Azevedo e Margarida Machado de Miranda. Segundo o memorialista Manoel Maurício Correia de Sousa, no seu manuscrito sobre as famílias de Utinga, datado de 1840, Margarida era a filha do mártir Estevão Machado de Miranda e Dona Bárbara Viela Cid. Esta última, por sua vez, era filha do outro mártir, Antônio Vilela Cid e de Dona Ignez Duarte, irmã do Padre Ambrósio Ferro, também sacrificado em Uruassú.
Não foi possível identificar o parentesco de 4º grau entre os pais de Dona Bernarda, mas desconfio que se dá através das trisavós deles, Joana da Silveira, pelo lado paterno, e Domingos da Silveira, pelo lado materno. É possível que esses trisavôs fossem irmãos. Dona Joana era casada com outro João Rodrigues Seixas, enquanto Domingos era casado com Catharina de Amorim.
Completando nossas informações, o português Sebastião Dantas Correia era filho de José Dantas Correia e de Izabel Pimenta da Costa. 
Fonte: Hipotenusa.

LAGOA VIVA:

Foto: Roberto Meira
A fim de discutir uma série de pontos, dentre os quais a própria organização do movimento, o grupo Lagoa Viva estará promovendo um encontro nesta sexta-feira (12), a partir de 9h, no auditório do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares, em Assú.
Transmite um dos articuladores do grupo, o professor Aldo Cardoso (foto), que dentre os itens pautados para debate e encaminhamento constam a criação de alguns núcleos – comunicação, fiscalização, mobilização, etc. – e uma avaliação das atividades desde o primeiro manifesto patrocinado pelo grupo em defesa da revitalização da Lagoa do Piató, dia 1º de abril passado.
Aldo Cardoso frisou que o grupo hoje conta com cerca de 40 participantes e muitas outras pessoas têm expressado o interesse em se engajar à luta em prol da completa recuperação do principal reservatório natural de água do RN.

ASSU:

 
Foto: Assessoria
Presentes nesta quinta-feira (11), à 35ª Reunião Ordinária do Conselho de Turismo do Polo Costa Branca, na cidade de Tibau, o secretário de Eventos, Turismo, Esportes e Juventude, Arnóbio Júnior, e o secretário adjunto de Eventos e Turismo, Manoel Plácido, reafirmaram, em nome da administração do prefeito Gustavo Soares (PR), o compromisso em participar do Polo Costa Branca e em prol do fortalecimento do turismo como vetor de geração de emprego e renda local e regional.
O evento, presidido pelo secretário executivo do Polo Lahyre Neto, secretário de Desenvolvimento Econômico, Agricultura e Turismo de Mossoró, teve a participação de membros da direção da Empresa de Promoção Turística (EMPROTUR) e do secretário estadual do Turismo, Ruy Gaspar.
A notícia é publicada pela Secretaria de Comunicação e Ouvidoria do Executivo assuense.
“Estamos presentes para reiterar a orientação de Dr. Gustavo no sentido de devolver Assú ao Polo, reparando um equívoco que foi cometido na gestão passada, e habilitando o município a obter recursos públicos de outras esferas”, disse Arnóbio Júnior.
Durante a programação, a coordenação do Conselho de Turismo do Polo confirmou oficialmente a reinserção do Assú no colegiado.
Idêntica medida contemplou também os municípios de Baraúna, Carnaubais e Itajá.
Houve ainda a exclusão do município de Serra do Mel. A volta do Assú ao Polo foi comemorada pelo prefeito Gustavo Soares: “Quero parabenizar o esforço empreendido pela gestão, e em particular pela equipe do Turismo, no sentido de reintegrar o Assú ao Polo e deixar o município apto a buscar investimentos para a atividade turística, que é um grande potencial que temos”.
Postado por Pauta Aberta.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

AÇÃO PARLAMENTAR:

GEORGE SOARES DESTACA ENCAMINHAMENTOS DA AUDIÊNCIA SOBRE A SITUAÇÃO FINANCEIRA DO ESTADO
Após entendimento com o Fórum dos Servidores do Estado, a Comissão de Finanças e Fiscalização da Assembleia Legislativa do RN, presidida pelo deputado estadual George Soares (PR), realizou nessa quarta (10), uma audiência pública para debater a situação financeira e fiscal do estado no Centro de estudos e debates da Casa.
Várias entidades se fizeram presentes, entre elas o Sindicato dos Auditores Fiscais, Sindicato dos servidores da Saúde, Associação dos Delegados, representantes da Fecomércio, OAB, procuradoria do estado e o secretário de tributação do RN, André Horta. As discussões duraram mais de três horas e meia e tiveram encaminhamentos relevantes.
“Nessa audiência, debatemos sobre as receitas e as despesas do atual governo do estado, onde formalizamos a constituição de uma comissão de acompanhamento da execução orçamentária do governo estadual, formada por 10 membros: 5 deputados, 3 membros do Fórum de Servidores, 1 membro da OAB e 1 do setor produtivo, com a primeira reunião marcada para a próxima quarta-feira (17). Como o secretário de planejamento foi convidado e não compareceu a audiência, vamos convoca-lo à comissão de finanças para esclarecer alguns pontos relacionados a sua pasta que não foram explicados hoje, devido a sua ausência. Também encaminharemos requerimento da comissão, pedindo todas as informações para acesso ao SIAFI (Sistema Integrado de Administração Financeira) do governo do RN, dentro das prerrogativas da nossa comissão de fiscalizar tudo que envolva o financeiro do estado”, destacou o deputado George Soares, que presidiu a audiência.
-- 
Assessoria de Imprensa do Deputado Estadual George Soares

segunda-feira, 8 de maio de 2017

terça-feira, 2 de maio de 2017

COMEMORAÇÃO:

Neste mês de maio o Movimento Espírita do Assú festeja 27 anos de atividades, esclarecendo e consolando à luz dos ensinamentos espíritas-cristãos. O Espiritismo se apresenta como a Ciência que estuda a origem, a natureza, o destino dos espíritos e as relações entre o mundo material e o mundo espiritual. Porque pretende equacionar a problemática do ser, do destino e da dor, enxergando o Homem como um ser integral com dimensões biológica, psicológica, sociocultural e espiritual, apresenta-se como Filosofia. E porque estabelece um vínculo entre a Criatura e o Criador, também se apresenta com o caráter de Doutrina Religiosa, tendo como fundamento ético-moral o Evangelho de Jesus.

Tem como obra básica O Livro dos Espíritos, lançado em Paris, em abril de 1857, organizado pelo eminente pedagogo e estudioso Allan Kardec. O livro é estruturado em 1.019 questões elucidativas sobre temas tratados pelos Espíritos Superiores, tais quais: a imortalidade da alma, as leis morais, a destinação do homem, o porvir da Humanidade, dentre outros. Do seu conjunto monumental de conceitos e reflexões, surgiram a seguir, O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese, restaurando a pureza e a singeleza do pensamento de Jesus. Este ano de 2017 comemoramos 160 anos de lançamento da 1ª edição de O Livro dos Espíritos.

É estudado e vivenciado por milhões de pessoas em grande parte do mundo, apontando rumos seguros para a construção de uma sociedade feliz.

No ensejo de comemorar o aniversário do Espiritismo na nossa cidade, teremos uma programação especial de palestras durante todo o mês de maio, às terças e sábados, às 20h, no Centro Espírita Sementes de Amor, localizado à rua Prefeito Manoel Montenegro, 379, no Centro de Assú.

As reuniões públicas, seguidas de passes coletivos, acontecem nas terças e nos sábados, às 20h, onde o público assistente tem a oportunidade de ouvir explanações sobre a Doutrina Espírita em seu tríplice aspecto: Moral, Filosófico e Científico; além de temas relacionados com a vida de Jesus e ao cotidiano da sociedade.

Mais informações podem ser obtidas na página:
https://www.facebook.com/CentroEspiritaSementesDeAmor/
Todos são convidados!
Fernando de Sá Leitão
Diretor da Área de Comunicação Social

NOTA:

NOTA DE AGRADECIMENTO DA 
FAMÍLIA PIMENTEL
Passados os momentos difíceis dos últimos dias até o sepultamento de Francisco Pimentel Filho, nós que fazemos a família Pimentel, ainda consternados pelo falecimento de nosso ente querido, agradecemos a todos que deixaram o convívio de seus lares, e vieram pessoalmente compartilhar as nossas dores, transmitindo mensagens de conforto e apoio a todos os parentes.
Queremos também agradecer aos que, de diversas formas, nos enviaram mensagens de condolências e fé em nosso Criador para superarmos esses momentos de intensa tristeza.
Cada abraço, cada palavra de apoio foi muito importante para nós.
A perda de uma pessoa que é muito amada, mesmo que ela tenha idade bastante avançada, é muito dolorida e vocês nos ajudaram nesse momento de aflição.
Pimentel, juntamente com sua esposa Nicinha, nos deixou heranças valiosas que iremos preservá-las por muitas gerações, como a honestidade, o bom caráter, a simplicidade e a solidariedade com o próximo.
Foi também uma pessoa que dedicou sua vida ao trabalho, o que fez com muita seriedade e honradez, qualidades estas que o dignificaram como pessoa humana.
Nos últimos meses foi um guerreiro lutando pela vida. Quando hospitalizado nunca reclamou dos procedimentos cirúrgicos, ainda que traumáticos, pois sabia que eram necessários e visavam a melhoria de sua saúde.
Não podemos deixar de agradecer aos médicos Dr. Ricardo Fonseca Oliveira, Dr. Rodrigo Azevedo Oliveira, Dr. George Cobe Fonseca, Dra. Andrea Fonseca e Dr. Carlos Fonseca, profissionais excelentes que acompanharam Pimentel nos últimos anos e especialmente no período de declínio da sua saúde e que, mesmos em dias ou horários de folga, nunca deixaram de o atender nos momentos de angústias.
Temos certeza que, graças a eles, juntamente com os cuidados de seus filhos Maria de Fátima e Gustavo, nosso patriarca teve muitos anos de sobrevida.
Também registramos o apoio incondicional do seu filho Dr. Fernando Pimentel e os netos Dr. Ângelo José Azevedo e Dr. Sérgio Ricardo Pimentel.
Os agradecimentos também são extensivos aos profissionais da Nefron e do Hospital São Lucas, em Natal, desde o pessoal de serviços gerais, auxiliares, enfermeiros aos médicos, em especial Dr. João Vicente Soares Martins, que cuidavam dele como se fosse de suas famílias. Sabemos que eles fizeram o possível e que também compartilhavam nossas esperanças e angústias.
Finalmente nossos mais sinceros agradecimentos a Lourinaldo Soares, a Carlos Aladim e Zélia Fonseca por terem aberto as portas de suas residências em Assu para acolher os filhos e netos de Pimentel dando todo o apoio logístico no dia do velório.
Que Nossa Senhora ilumine nosso Pimentel nesse novo caminho que começa a percorrer.
Mais uma vez nossos sinceros agradecimentos.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

LUTO:

MORREU PIMENTEL – UMA RESERVA
MORAL DO ASSU
Faleceu no domingo, dia 30 de abril de 2017, em Natal, Francisco Pimentel Filho – uma das reservas morais do Assu. Foi um cidadão que, por décadas, se entregou de corpo e alma para que a atividade do extrativismo da cera de carnaúba pudesse ser a principal economia da região. 

Seu Pimentel, como era conhecido, foi um homem de vivência regulada e comum. Na sua simplicidade, coberto pelo manto da honestidade sempre apoiado pela saudosa esposa Dona Eunice Fonseca Pimentel, conseguiu formar seus 11 filhos. Um vencedor! 

Nasceu em Assu, na comunidade de Lagoa das Bestas (atualmente comunidade de Bela Vista – Carnaubais), no dia 12 de fevereiro de 1921. 

Adorava ler. Dominava com facilidade a língua portuguesa, geografia e matemática.

Sua vida era sinônimo de trabalho. Ao completar a maioridade prestou serviço militar no II Batalhão de Carros de Combate – BCC, em Natal, em plena segunda guerra mundial. 

Retornando ao Assu trabalhou na empresa de Minervino Wanderley. Após o falecimento do patrão (Minervino), em 1950, pela sua dedicação e caráter exemplar foi convidado para ser sócio da empresa Carvalho & Cia

Enquanto isso cursou contabilidade no Colégio Nossa Senhora das Vitórias, tendo em 1956 recebido o diploma de contador. 

Durante décadas, a empresa Carvalho & Cia atuou como financiadora de pequenos agricultores para o corte do carnaubal, comprando as produções e transformando-as em “cera gorda” para depois exportá-las para a América do Norte.

Após o falecimento de Dona Eunice, os filhos conseguiram convencê-lo a morar em Natal... não foi fácil deixar a Terra dos Carnaubais – berço de toda sua prole. 

Pimentel pela naturalidade com que se empenhou em prol do desenvolvimento econômico da região do Assu, pela sua inteligência, caráter ilibado, exemplo de dignidade e respeito, enquanto esposo, pai, amigo e, acima de tudo, modelo de cidadão, era uma das reservas morais do Assu. 

O sepultamento se dará às 16 horas desta segunda-feira, 01 de maio – dia do trabalhador, no cemitério público Vicente de Paula - Novo Horizonte - Assu.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

AÇÃO PARLAMENTAR:

GEORGE SOARES REGISTRA MOÇÃO DE PESAR NA ASSEMBLEIA DO RN PELO FALECIMENTO DE MILTON MARQUES
Resultado de imagem para Deputado george e Milton Marques
O deputado estadual George Soares (PR) apresentou moção de pesar na Assembleia Legislativa do RN, nesta terça (25), aos familiares do médico, empresário e ex-reitor da UERN, Milton Marques De Medeiros pelo seu falecimento, aos 77 anos de idade, ocorrido no último dia 22.
Milton Marques De Medeiros era médico, advogado, professor e empresário. Natural de Upanema-RN, nasceu em 09 de julho de 1939.
Formou-se em medicina pela UFPB. Foi diretor da Casa de Saúde São Camilo de Léllis, em Mossoró; Diretor superintendente da Rádio Princesa do Vale, em Assu; Diretor e superintendente da TCM-Televisão a Cabo Mossoró; Diretor da Faculdade de Ciências da Saúde (FACS) - Faculdade de Medicina de Mossoró, nomeado em 26/10/2004; Reitor da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN), por dois mandatos; Imortal da Academia Mossoroense de Letras – AMOL.
Dr. Milton Marques de Medeiros foi um homem além do seu tempo. Um grande empreendedor. Cidadão carismático, conquistador de amizades. Personalidade ilibada. Fica registrada nessa augusta Casa Legislativa a nossa homenagem, nossa gratidão a esse grande homem norte-rio-grandense.” Justificou o deputado George Soares.
O requerimento ainda foi subscrito pelo deputado Jacó Jácome (PSD), quando lido na sessão.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

ATIVIDADE PARLAMENTAR:

GEORGE SOARES RECONHECE AÇÕES SOCIAIS DOS PREFEITOS DE SÃO GONÇALO E DE ASSU
O deputado estadual George Soares (PR) realizou pronunciamento nessa terça-feira (18), na Assembleia Legislativa do RN, reconhecendo ações sociais importantes de dois gestores municipais do Partido da República no RN.

O parlamentar parabenizou o prefeito Paulinho Emídio (PR), de São Gonçalo do Amarante, pela divulgação e defesa da campanha Lençol da família – doe um lençol e leve alegria, de iniciativa da Coteminas. A campanha tem o objetivo de atingir os mais necessitados com cobertores e levar um conforto àqueles menos favorecidos.

George Soares também reconheceu a ação social do prefeito republicano Gustavo Soares que entregou, na semana santa, seis toneladas de peixe às famílias mais carentes de Assú.

“Os prefeitos Gustavo e Paulinho estão de parabéns pela aproximação com o social e a cidadania. Em Assú, há oito anos que o povo não recebia o peixe na semana santa e, nesse ano, com a nova gestão isso foi possível. Uma atitude louvável”, concluiu o deputado.

terça-feira, 18 de abril de 2017

EVENTO:

160 ANOS DO ESPIRITISMO É COMEMORADO PELOS ESPÍRITAS
ASSUENSES NESTE DIA 18 DE ABRIL
Neste 18 de abril, comemora-se 160 anos da publicação da primeira edição de O Livro dos Espíritos, em Paris (França).

Obra basilar do Espiritismo, foi organizado pelo eminente pedagogo e estudioso Hippolyte Léon Denizard Rivaill, sob o pseudônimo Allan Kardec. 

Desta forma, não é considerada obra de um homem, mas da espiritualidade. Allan Kardec, foi responsável em selecionar e organizar as revelações em sequência lógica, com bom senso e espírito crítico. 

O livro é estruturado em 1.019 questões elucidativas sobre temas tratados pelos Espíritos Superiores, tais quais: a imortalidade da alma, a natureza dos espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da Humanidade. Do seu conjunto monumental de conceitos e reflexões, surgiram a seguir, O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese.

No Rio Grande do Norte, desde 1996, a referida data foi oficializada como o Dia do Espírita, aprovado com projeto de lei do legislativo e sancionado pelo executivo.

O Centro Espírita Sementes de Amor, localizado na rua Manoel Montenegro, 379, no Centro de Assú, promoverá nesta terça-feira (18) uma palestra comemorativa, que será proferida por Fernando de Sá Leitão, a partir das 20h. A entrada é franca.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

CULTURA:

ACADEMIA ASSUENSE DE LETRAS
ELEGE NOVA DIRETORIA
A Academia Assuense de Letras elegeu por unanimidade dos acadêmicos presentes, sábado, 15, a Diretoria que ficará à frente da instituição no decorrer do próximo biênio. O pleito verificou chapa única. Francisco José Costa dos Santos será o presidente. Ele substituirá o acadêmico Ivan Pinheiro Bezerra.
A diretoria eleita é formada pelos Acadêmicos Francisco José Costa dos Santos (Presidente); Fernando Antônio de Sá Leitão Morais (Vice-Presidente); Francisco Jobielson da Silva (Primeiro-Secretário); Alan Eugenio Dantas Freire (Segundo-Secretário); Auricéia Antunes de Lima (Primeiro-Tesoureiro); Francisco das Chagas Pinheiro (Segundo-Tesoureiro); e Antonio Alderi Dantas (Secretário de Comunicação).
Na oportunidade, foi eleito ainda o Conselho Fiscal composto por Francisco Wagner de Oliveira, Fernando Antonio Caldas e Joacir Rufino de Aquino.
Os poderes inerentes à nova Diretoria passarão a vigorar a partir do próximo dia 24, quando se encerra o mandato da atual diretoria.
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Academia Assuense de Letras
Secretaria de Comunicação

Foto: Dedé Ramalho

segunda-feira, 10 de abril de 2017

RELIGIÃO:

EM PROL DA DIOCESE DE ASSÚ
Por: Padre João Medeiros Filho
Há anos, católicos norte-rio-grandenses sonham com a criação de mais uma diocese no estado. Cresce a convicção da necessidade de repartir os atuais bispados. Segundo os últimos dados do Anuário Católico do Brasil, a Paraíba tem atualmente cinco circunscrições eclesiásticas: João Pessoa, Cajazeiras, Campina Grande, Patos e Guarabira. Juntas somam uma população estimada em 3,9 milhões de habitantes, com uma média de 792 mil pessoas por diocese. O Rio Grande do Norte possui três bispados (Natal, Mossoró e Caicó) contando 3,6 milhões de fiéis, o que resulta na média de um milhão e duzentos mil por diocese.
          Das vinte e uma circunscrições que integram o Regional Nordeste II da CNBB (compreende AL, PE, PB e RN), Natal é a segunda mais populosa e extensa em área, totalizando cerca de 2,3 milhões de habitantes em 25.153 km², apenas abaixo do arcebispado de Olinda e Recife, que detém 3,9 milhões de habitantes, ocupando uma faixa territorial de 4.058 km².
          Quando pároco de Assú, padre Francisco Canindé, em entrevista ao Jornal “A Verdade”, concedida em 2001, comentava as distâncias de sua paróquia e a realidade demográfica da região. Falou da necessidade de uma sé diocesana em Assú. Sabe-se que a densidade populacional dos bispados potiguares supera a média regional (933 mil pessoas por circunscrição eclesiástica), sendo superior à de muitos estados brasileiros. Caso seja criada mais uma sede episcopal no RN, haveria ainda, nos dias de hoje, 870 mil habitantes por circunscrição eclesiástica, ultrapassando a média nacional de 746 mil fiéis por diocese. É relevante também o fator das distâncias: São Rafael, por exemplo, está situada a 205 km da sede do arcebispado.
Assú é polo regional, em torno do qual gravitam vários municípios. Sua vocação de liderança manifesta-se pelo comércio e indústria, pela atividade agropastoril, fruticultura e oferta de serviços. Trata-se de um centro educacional com instituições de ensino públicas e privadas de nível fundamental, médio e superior. Acolhe inúmeros servidores de empresas sediadas em cidades próximas e que têm sua vida familiar, social, financeira e religiosa na chamada “Terra dos Poetas”.
Esta possui hoje uma população cinco vezes maior do que a de Caicó, quando da criação do bispado e quase o triplo de habitantes de Mossoró, ao se tornar sede episcopal. E Natal, ao ser alçada a essa condição, tinha menos de trinta mil pessoas.
Os atuais bispos potiguares fixarão critérios para os limites e a organização de uma futura diocese. No entanto, ´patente a influência de Assú sobre municípios próximos, como: Porto do Mangue, Carnaubais, Ipanguaçu, Pendências, Alto do Rodrigues, Itajá, são Rafael, Afonso Bezerra, Angicos, Fernando Pedrosa, Pedro Avelino, Paraú, Triunfo Potiguar, campo Grande e outros. Caicó ao ser elevada à diocese em 1939, incluía apenas dez municípios, oito paróquias, oito sacerdotes e uma população inferior a 120 mil habitantes.
Hoje, tendo em vista a visão pós-conciliar da Igreja, o aumento de evangélicos, a exigência de um melhor atendimento ao Povo de Deus, urge ser erigida mais uma diocese. E Assú preenche os requisitos. É a segunda paróquia de nosso estado, criada em 1726, no episcopado de Dom José de Fialho, ainda no Brasil Colônia, integrando o bispado de Olinda ao qual pertencia o RN.
É reconhecida a liderança e vocação cultural de Assú, bem como sua importância socioeconômica para o estado, influenciando os municípios circunvizinhos, que totalizam uma população de mais de trezentos mil habitantes. Portanto, a criação da diocese de Assú precisa ser concretizada, elevando a secular Igreja de São João Batista à condição de catedral. Em nome do amor à Igreja e para o bem dos fiéis, nada mais justo que as atuais circunscrições venham a compartilhar seus territórios e clero com o futuro bispado. Uma nova diocese potiguar depende muito da vontade e decisão dos bispos da nossa província eclesiástica.
Confiamos na intercessão de Nossa Senhora, São João Batista e da bem-aventurada Lindalva, que cuida de sua terra junto de Deus!

Fonte: Tribuna do Norte – Opinião.   
Foto: SiteCidades.com

quinta-feira, 30 de março de 2017

ARTIGO:

LAGOA DO PIATÓ

A Lagoa do Piató, localizada no município de Assu, na margem esquerda do Rio Piranhas/Assu-RN, encontra-se sob as coordenadas geográficas de 37º log. WG e 5º 30’lat. S, abrange uma área em torno de 18km de extensão por 2,5 de largura e 10m de profundidade na época das cheias.
A pesca artesanal constitui-se como a principal fonte de renda e sustento para as cinco comunidades localizadas no entorno da Lagoa do Piató (Porto Piató, Areia Branca, Bela Vista, Banguê e Olho d’água), com uma população de aproximadamente 600 famílias. Tais populações alternam entre a pesca e a agricultura de subsistência, dividindo seu tempo entre o cultivo de alimentos, a captura do peixe e a confecção e remendo das redes de pesca. No período que vai de outubro a fevereiro se tem a maior produção pesqueira. A distribuição das atividades produtivas ligadas à pesca e agricultura depende da determinação climática, sendo o período de estiagem favorável à pesca e o chuvoso à agricultura.

A seca, além de ser um problema climático, é uma situação que gera dificuldades sociais para as pessoas que habitam na localidade, porém é um fenômeno natural para o semiárido do Nordeste Brasileiro. Com a escassez d’água, torna-se impossível o desenvolvimento da agricultura e da pesca local. Desta forma, a seca provoca a ausência de recursos econômicos, gerando fome, miséria, impotência e vulnerabilidade da população.

Muitas vezes, as pessoas precisam andar durante horas, sob sol inclemente e forte calor, para conseguir ter acesso a água, por vezes suja e contaminada.

A Lagoa do Piató é o maior reservatório natural d’água doce do Rio Grande do Norte, no ano de 2014 atingiu o seu nível mais crítico dos últimos anos, ou seja, SECOU, afetando sensivelmente, cerca de 3 mil pessoas que utilizam as águas e o ecossistema da Lagoa como fonte de renda.

A proposta de revitalização da Lagoa do PIató inclui a participação da Comunidade, Classe Acadêmica do Rio Grande do Norte, Governo do Estado e União, e contempla estudos e ações, no que concerne ao desassoreamento da área da bacia, reflorestamento das margens com plantas nativas, recompondo a mata ciliar, desobstrução do canal do Rio Panon e estudo de viabilidade técnica da construção de uma estação elevatória no Rio Piranhas/Assu, com um canal de alvenaria até a Lagoa.

Neste sentido, está lançado o desafio ao Secretário de Recursos Hídricos e Meio Ambiente, Ivan Lopes Junior, homem de imenso prestigio junto ao Governo do Estado, fazer as ações propostas acontecerem levando a sério os anseios da população que vivem no entorno da lagoa, evitando o populismo político do Governador Robson Farias, que em 05 de janeiro de 2015, chegou a afirmar em reunião na comunidade do Porto do Piató, que em 30 dias resolveria o problema da Lagoa, fazendo a população acreditar em tal bravata.
Assu-RN, 29 de março de 2017.
Antonio de Paula Batista