sábado, 30 de novembro de 2013

HISTÓRIA

Evolução Histórica do Assu - Parte III

Guerra dos Bárbaros
 
Os Janduís eram absolutamente livres. Viviam em comunidade, num solo de excelente qualidade. Por esta razão não escaparam da cobiça do homem branco que sem dó e piedade castigaram este modo de viver até a última força de resistência. Como disse a antropóloga Nazira Vargas, as mercadorias procuradas eram os índios e suas terras e para conseguí-las todos os meios, os mais violentos, foram utilizados” (VARGAS, 1987:33).
Contra o português invasor, a resistência dos Tapuias ora aparecia em forma de luta, ora com articulações, ora com tentativas de Acordos de Paz. Sobre as articulações Nazira ressalta que “o importante é analisar, a partir da ideologia do oprimido, as suas razões para as alianças estabelecidas”. (Idem).
É nesta ótica que deve ser vista a luta contra os portugueses, onde os Tapuias do Assú, aliados com Pedro Poti, o Governador dos índios da Paraíba, acreditaram numa aliança com os holandeses, aliança já proposta desde 1631. No ano de 1654, com a expulsão dos holandeses do Brasil, muitos índios revoltados com os portugueses migram para o Ceará juntando-se aos Paiacus, onde buscam nova articulação com os holandeses e criam a LIGA ÍNDIA – “organização heróica e poderosa dos índios do sertão”. (Fernandes, 1992; 13).
No dia 15 de fevereiro de 1687 intensifica-se a Rebelião dos índios (que viria a durar 10 anos). A perseguição que os Portugueses exerciam sobre os índios, procurando escravizá-los, e a má vontade que os Bárbaros tinham para com os novos povoadores do solo, motivou esta forte sublevação dos selvagens. Os índios do Assu mataram 46 portugueses, milhares de cabeças de gado e queimaram toda coisa viva. Tomaram-lhes ainda reses e cavalos, trocando os animais por armas de fogo, na foz do rio Assu e Mossoró, com piratas. Essa rebelião recebeu o nome de Guerra dos Bárbaros.
Descrevendo o início da chamada Guerra dos Bárbaros, Pedro Carrilho de Andrade refere-se a incursões praticadas entre o Assú e o Jaguaribe, pelos índios paiacus. A seguir, informa que “de paz estavam também os Janduís, quando se levantaram nas ribeiras do Assú, Mossoró e Apodí (...)”. (Medeiros Filho; 1984; 24).
Por ocasião da chamada Guerra dos Bárbaros, os Tapuias já utilizavam armas de fogo. Nos termos da capitulação de 10 de abril de 1692, realizada entre o Governador Geral do Brasil, Antonio Luiz Gonçalves da Câmara, e Canindé - Rei dos Janduís (Filho de Janduí), nesta data, Morisot cita o fato de aqueles índios disporem de treze para quatorze mil armas, e cinco mil homens de arcos, destros nas armas de fogo. Também já tinham aprendido a utilizar o cavalo.
A Nação Janduí achava-se comandada pelo Rei Canindé, sob cuja obediência existiam cerca de 15 mil indígenas. O território habitado pelos Janduís estendia-se pelas Capitanias do Rio Grande, Paraíba, Pernambuco e Itamaracá. (Medeiros Filho, 1984; 25).
Em 1687, os Janduís, juntamente com as tribos do Vale do Jaguaribe-CE, levantam-se numa grande revolta, chegando a vencer contingentes comandados por Albuquerque Câmara. Perdurando essa guerra, entrou em cena, em 1690, o Mestre de Campo, Jorge Velho que, a mando do governador de Pernambuco, Exmo. Arcebispo Dom Frei Manoel da Ressurreição, efetivou um grande massacre, abatendo 260 nativos. (Fernandes, 1992; 13).
Domingos Jorge Velho continuou na guerra contra o tapuia levantando até o final de 1691, quando chegou ao sertão deflagrado o paulista Matias Cardoso, que recebeu o comando unificado das operações bélicas. Domingos, então, seguiu para enfrentar a luta contra o Quilombo dos Palmares, em decorrência do contrato firmado com o governador de Pernambuco. (Medeiros Filho, 1984; 122).
Os documentos da época registram uma resistência dos Tapuias aos colonizadores até 1726, incluindo-se aqui as fugas do cativeiro. Nesses combates, participavam, ao lado dos portugueses, índios e negros que já se encontravam sob o seu domínio.

“Tempo glorioso esse, na História do Oprimido: Em Palmares, Zumbi e seu sonho de Liberdade. Nos sertões do Rio Grande, Janduí e seus companheiros, em levante, defendem o mesmo sonho. Contra eles, os inimigos comuns: Bandeirantes Paulistas que se apossaram do segredo do seu chão, para destruir os filhos da terra; soldados armados com o que de mais avançado havia, em munição de guerra; negros e índios nos quais a ideologia de fidelidade ao El Rei e, sobretudo, ao Deus Todo Poderoso dos Cristãos, cravara o espírito e armara as mãos contra seus iguais”. (Vargas, 1987:46).

Os Janduís, apaziguados, foram aldeados com seus missionários, com a chegada à região do Capitão-Mor Bernardo Vieira de Melo.
Fonte: Assu dos Janduís ao Sesquicentenário - Ivan Pinheiro.

ENTREVISTA:


Na entrevista que prestou neste sábado (30) ao programa Registrando, na Rádio Princesa do Vale, o deputado estadual George Soares - PR (foto) foi difusor de três notícias que ele próprio elegeu como de grande importância.
Primeiro, ouviu do reitor da Universidade do Estado do RN (Uern), professor Pedro Fernandes, que o serviço de instalação do sistema de climatização da biblioteca e algumas salas de aula do Campus Avançado Prefeito Walter de Sá Leitão, em Assú, investimento possível graças à emenda de R$ 100 mil de sua autoria inserida no Orçamento Geral do Estado (OGE), estará totalmente concluído entre o final de dezembro próximo e a primeira quinzena de janeiro vindouro.
Segundo, colheu informação proveniente da superintendência estadual do Banco do Brasil de que a instituição financeira está concluindo o planejamento para executar todo um projeto de reforma que objetiva modernizar e otimizar a agência do banco em Assú para, consequentemente, melhorar a qualidade da prestação de serviços a clientes e coletividade em geral.
Terceiro, foi comunicado pelo diretor-geral do Departamento de Estradas e Rodagens do RN (DER), engenheiro Demétrio Torres, de que seu pleito pela concretização da obra de asfaltamento interligando a RN-016 à localidade rural de Porto Piató, num investimento de aproximadamente R$ 3 milhões, já foi alvo de licitação, apontando a empresa Delta como vencedora, e que a Ordem de Serviço será expedida proximamente pela governadora Rosalba Ciarlini (DEM).
Postado por Pauta Aberta.

ANGÚSTIA:

Ivete Medeiros afirma que agonia da Lagoa do Piató continua sem merecer atenção
Moradora do principal reservatório natural d’água do Assú, a Lagoa do Piató, a servidora pública aposentada Ivete Macedo Medeiros queixa-se que nada de efetivo aconteceu até aqui para fazer frente aos diversos problemas que a referida coleção hídrica está enfrentando, principalmente em decorrência do prolongamento da estiagem.

Ivete enfatiza que, até aqui, apesar de a questão da Lagoa ter sido exposta publicamente em várias oportunidades, jamais surgiu uma proposta efetiva de quaisquer órgãos para tentar minimizar as adversidades que ela atravessa.

Ela relata que a Lagoa do Piató está praticamente seca e a pouca água que nela se encontra mostra-se apodrecida.

Pioneira na luta em defesa da preservação do ecossistema do Assú e do Vale, Ivete descreve que os pescadores são forçados a superar uma enorme barreira para conseguir manter a atividade e, mesmo assim, só conseguem pescar espécimes que resistem à salinidade existente dentro do reservatório.

“Ela [a Lagoa] evapora 28 centímetros por mês, o que é muito”, sentenciou, afirmando que, apesar de todo este cenário, grandes proprietários de terras distribuídas ao redor do anel do manancial continuam captando água de seu interior 24 horas por dia.
“Me sinto amordaçada pra dizer certas coisas sobre a Lagoa do Piató”, desabafou.
Postado por Pauta Aberta

NATAL

Durante este mês de dezembro iremos publicar algumas poesias com o tema: Até as árvores se vestem / Pra festejar o natal. A coletânea literária foi o resultado de um concurso literário realizado pela Prefeitura Municipal do Assu no ano de 1990. Participaram do certame poetas norte-rio-grandenses.
Acompanhem estas publicações. 
Natal - BR-101

ATIVIDADE PARLAMENTAR

Deputado George Soares participa da inauguração de agência do INSS em Monte Alegre

O INSS inaugurou na noite desta sexta-feira (29/11) mais uma agência no Rio Grande do Norte, no município de Monte Alegre, agreste potiguar. A cerimônia foi conduzida pelo ministro da previdência social Garibaldi Alves Filho e contou com a presença de diversas personalidades políticas potiguares.

A convite do próprio ministro, o deputado George Soares, o prefeito de Monte Alegre Severino Rodrigues, senadores José Agripino Maia e Paulo Davim, da deputada federal Fátima Bezerra, do vice-governador do RN Robinson Farias e diversos deputados estaduais e lideranças políticas do município também participaram do evento.

A população de Monte Alegre acompanhou em peso a cerimônia, agradecendo a entrega deste importante equipamento que beneficiará toda a região agreste potiguar.
Assessoria Parlamentar Deputado Estadual George Soares

CULTURA

Titina: “Os gestores não valorizam cultura porque não a consomem”

"Falta amor pela arte e também vontade política”, ressaltou a atriz.

A atriz Titina Medeiros, membro do grupo de teatro Clowns de Shakespeare, conversou com o Potiguar Notícias para divulgar o festival “O mundo inteiro é um palco”, em comemoração aos 20 anos do grupo. Para Titina, “a ideia desse festival foi poder comemorar o nosso aniversário de uma forma que a gente pudesse celebrar com as pessoas. Então  tivemos essa ideia maluca de fazer o  festival.”

Em cartaz desde a última segunda-feira (18), o festival terá seu encerramento na segunda (25). Hoje (22) e amanhã (23), os espetáculos seguem acontecendo no Barracão do Clowns, sede do grupo na Avenida Amintas Barros, em Nova Descoberta. No domingo (24) e na segunda (25), a programação passa para o anfiteatro do Campus da UFRN, com dois espetáculos de rua: Sua Incelença, Ricardo III, do Clowns, e “Os Gigantes da Montanha”, do grupo mineiro Galpão, ambos serão apresentados às 19h e a entrada é gratuita.

Titina falou a respeito de sua formação no teatro, “como profissional, eu sou formada dentro dos grupos de teatro, não passei só pelo Clowns, passei por vários outros. O grupo tem essa função  de formar os seus artistas, por isso que é tão importante a parceria, por isso que é tão importante para a gente convidar pessoas de fora para nos dar oficinas, convidar diretores de fora para nos dirigir e sempre poder fazer essa troca, porque é nessa troca que a gente se forma”.

A atriz exaltou a felicidade em estar completando 20 anos de grupo, mesmo diante de tantas adversidades enfrentadas em um estado que não tem olhado a cultura com carinho. Ela ressaltou que o potiguar sabe e sente isso. Titina desabafou: “Acho que falta sensibilidade por parte dos gestores, acho que, às vezes, eles não valorizam porque não consomem, eu não vejo eles nas casas de espetáculos prestigiando os artistas no dia a dia deles. É até complicado falar sobre isso, mas é uma realidade.  Falta amor pela arte e também vontade política”.
Autor: Bethise Cabral | Fonte: Potiguar Notícias (postado em 22/11/2013).

CULTURA

O diretor, ator e dramaturgo João Fábio Cabral (foto) comemora 40 anos de vida e 13 de carreira com uma série de atividades que inclui a realização de uma mostra de teatro com quatro peças inéditas da sua autoria. Estas são levadas ao palco desde sábado (23) em São Paulo, cidade onde ocorrerá também o lançamento de uma coletânea de textos do artista potiguar, filho de Ipanguaçu, e radicado há duas décadas em terras paulistas.

Considerado um dos autores brasileiros mais encenados nos últimos anos, com mais de 20 textos levados aos palcos, entre os mais de 50 que já escreveu, João Fábio Cabral também tem dois roteiros prontos para o cinema. Aliás, esta é uma área em que o artista tem ganhado bastante destaque, tendo participando dos longas: A Busca — lançado este ano e protagonizado por Wagner Moura — e Jonas e a Baleia, ainda sem previsão de estreia.

Em cartaz até 15 de dezembro, sempre aos sábados e domingos, a mostra é realizada no recém inaugurado Teatro Pequeno Ato, em São Paulo. Já a coletânea, será lançada no próximo sábado (dia 30), também nas dependência do ‘Pequeno Ato’. Denominada “Cinzeiro″ e publicada pela NVersos Editora o livro reúne 17 textos do ipanguaçuense João Fábio Cabral.

Do blog: Salta à vista as boas raízes familiares de João Fábio Cabral espalhadas por estas bandas. Aqui o blog identifica como membros da família de João e do nosso universo de leitores: Renato Cabral, Manoel Augusto Neto, João Cabral e Luzinete Cabral. 

Postado Por Alderi Dantas.

MEMÓRIA

E quem não se lembra do exame de admissão ao curso ginasial, no Assu com Maria da Glória Pessoa - Dona Glorinha. No meu tempo era denominado Externato São José, da rua Prefeito Manoel Montenegro. A sala de aula era na garagem que ficava nos fundos da casa dela, Dona Glorinha.

Fernando Caldas

HUMOR

Sorriso Pensante - Ivam Cabral

ATIVIDADE PARLAMENTAR

Deputado George Soares participa do 2º Encontro do PRONATEC 

O deputado estadual George Soares (PR) participou na manhã desta sexta-feira (29/11) do 2º Encontro do PRONATEC, realizado no Hotel Praiamar, em Natal. O evento foi organizado pelo sistema FAERN/SENAR, através de seu presidente José Álvares Vieira, e serviu para entrega dos diplomas de mais de 1.000 novos formados nos cursos voltados para os jovens que vivem no campo e que recebem a oportunidade de uma melhor capacitação. Durante o evento foram ministradas palestras do deputado federal João Maia (PR), do motivador Omar Henemam, além de participações do deputado estadual George Soares e da secretária estadual de assistência social Shirley Targino. 

O presidente da FAERN/SENAR José Vieira destacou que os cursos promovidos pelo PRONATEC estão oferecendo oportunidades de um futuro mais sólido aos homens e mulheres do campo, proporcionando ainda um futuro mais sólido, digno e uma nova profissão. 

O deputado George Soares parabenizou o trabalho desenvolvido no PRONATEC. “Parabenizo a FAERN/SENAR pela grande iniciativa e apoio. São ações como essa de capacitar os jovens que o Brasil precisa".
Assessoria Parlamentar Deputado Estadual George Soares 

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

ATIVIDADE PARLAMENTAR

Deputado Estadual George Soares participa de procissão em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré em Parazinho

O deputado George Soares participou nesta quinta-feira (28/11) da procissão em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré, padroeira da cidade de Parazinho, a convite do padre Ivanilson – pároco da cidade. O parlamentar acompanhou o prefeito do município Marquinhos e a primeira-dama e secretária municipal de assistência social Jucemara.

Durante a cerimônia o padre Ivanilson destacou a presença do deputado George Soares, que tem sido um importante defensor de Parazinho em seu mandato na Assembleia Legislativa. O prefeito Marquinhos também agradeceu a atenção que o parlamentar sempre manifesta, sendo um grande parceiro do município na busca por melhorias para a população.

As comemorações em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré teve a adesão de um grande número de pessoas, envolvendo toda a cidade de Parazinho em uma procissão pelas principais ruas da cidade.
Assessoria Parlamentar Deputado Estadual George Soares

THE VOICE BRASIL

Khrystal desbanca dois candidatos do time de Cláudia Leitte e avança no The Voice Brasil
Do produtor e marido de Khrystal, após o show: "Vou sair agora e dar tudo que meus filhos pedirem para eles pararem de chorar"
Por Sergio Vilar
A única representante natalense no The Voice Brasil, a cantora e compositora Khrystal desbancou outros dois candidatos e passou às quartas de final do programa. Com uma música de perfil arrojado, que mostrou sua postura arretada no palco, a potiguar ganhou o aval do público de casa, a plateia do programa – que gritou seu nome – e também o voto da técnica Cláudia Leitte.
Com a música ‘A carne negra’, composição do ex-Rappa, Marcelo Yuka, Seu Jorge e Wilson Capellete, Khrystal bateu na própria cara para mostrar a força da pele negra, das raízes nordestinas. E com uma peixeira imaginária na mão. Antes da apresentação, em uma tomada de bastidor do programa, ela disse: “Vou com a peixeira na mão, para encerrar logo a parada”. E encerrou.

 
Khrystal emociona os potiguares e famosos nacionais interpretando canção famosa na voz de Elza Soares
Em Natal, o marido e produtor cultural Zé Dias assistiu em casa, com os três filhos, a disputa. Reconhecidamente emotivo e escrachado, o produtor comentou: “Vou tomar uma agora para comemorar. Vou levar os filhos e vou dar tudo que eles pedirem para ver se param de chorar. Estou é lascado com a conta. Quero nem saber!”.
Experiente produtor musical, Zé Dias reconheceu o talento dos outros dois competidores. “Cantam bem. Mas a única brasileira de verdade ali foi Khrystal. Ela é o Brasil no programa. Pensei já ter visto tudo dela, mas estava enganado. A música foi muito bem escolhida: forte, com a cara dela. E diabos é quem compete com a peixeira dela, agora”.
Na próxima quinta-feira vai ter o segundo programa desta terceira fase, em que o técnico seleciona três candidatos para apresentações individuais e ao vivo. O público escolhe dois, já eliminando um candidato. E o técnico decide quem segue em frente. Para a quarta fase, cada time chegará com três candidatos. No time de Cláudia Leitte, já foram escolhidos dois: Khrystal e Sam Alves.
A quarta fase do programa terá 12 candidatos (três de cada um dos quatro times). Eles passarão por novas eliminatórias no dia 12 de dezembro. A grande final será apresentada dia 26 de dezembro. Na quinta e última fase restarão um candidato de cada time na grande final. O vencedor receberá um prêmio de R$ 500 mil e um contrato com uma grande gravadora. 

Veja tuitadas de famosos:
Cláudia Leitte – @crisleite_psi: Emocionada e orgulhosa com a apresentação de Kristal q foi c a peixeira na mão… A carne mais barata do mercado é a carne negra 

Glória Peres (dramaturga) – @gloriafperez: Krystal arrasou! 

Perfil da Dilma Bolada – @diImabr: Khrystal sapateou na cara do Sam 

Jean Wyllys (deputado e ex-BBB) – @jeanwyllys_real: Ainda bem que @ClaudiaLeitte não me surpreendeu negativamente! Khrystal é uma grande artista e o Brasil merece ela! Eu já quero o disco! Desde Elba Ramalho, não tínhamos uma ave de prata dessas! Khrystal, maravilhosa! 

Fonte: Portal no Ar / Aluízio Lacerda.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

HISTÓRIA

Evolução Histórica do Assu - Parte II

Os Janduís e seus costumes

Pelo que se pode deduzir baseado nos cronistas seiscentistas, os tapuias (Janduís) usavam os cabelos sobre o pescoço, aparados na testa até acima das orelhas, assumindo o penteado a aparência de um boné. As mulheres usavam cabelos curtos. Os reis usavam os cabelos cortados à maneira de uma coroa. 

Os Tapuias andavam inteiramente nus. Não usavam barbas e depilavam sistematicamente todos os pelos surgidos no corpo, inclusive as sobrancelhas. O historiador Barleu descrevia-os como imundos.

Os homens escondiam as partes íntimas com um anel de palha ou cendal, espécie de saquinho, tanga ou cesto feito da casca de certa árvore.

Quanto às mulheres tapuias, Carrilho informava que as mesmas recobriam as suas partes íntimas com uma folha ou raminho na frente. Barleu acrescenta que aquele cinto de folhas era recolocado, novo e fresco, a cada dia. 
Nieuhof e Marcgrave descrevem vários adornos usados pelos tapuias, utilizando-se de designações no idioma geral. Os homens portavam uma espécie de coroa, feita de penas de guará ou Canindé, penduradas na parte traseira da coroa algumas penas de arara ou kamund. Alguns prendiam à cabeça, apenas uma cordinha de algodão, da qual pendiam algumas penas vermelhas ou azuis, denominadas, no tupi, Acanbuaçaba. (Medeiros Filho, 1984; 33/34/35).

Aparecidos os sinais de puberdade, a donzela já se encontrava em condições de casar-se. Tais sinais eram revelados pela mãe aos feiticeiros, que participavam a ocorrência ao rei. Afirma Barleu que o fato de a moça casar-se virgem representava uma grande honra para si e para seus pais, em cuja casa ela era guardada desde o início da sua puberdade. Informado o régulo da ocorrência, dava a permissão para a cerimônia matrimonial, ocasião em que o futuro genro agradecia à mãe da moça os cuidados tidos com a virgindade da filha.

No caso de não lhe aparecer pretendente matrimonial, a donzela recebia uma pintura vermelha debaixo, ou em torno dos olhos, levando-a a mãe à presença do rei. Este a colocava sobre uma esteira, aquecia as mãos junto ao fogo, envolvia-lhe o rosto sob uma nuvem de fumaça de tabaco, tratava-a ternamente, e – finalmente – possuía-a. O sangue das donzelas era lambido pelo rei, sendo tal ocorrência considerada uma honra para a jovem, e encarada como uma premissa de uma vida longa.

Descreve Herckman que os jovens pretendentes tinham de, primeiramente, demonstrar o seu valor pessoal, mediante feitos de armas ou exibição de força física, provada esta pela capacidade que apresentassem de percorrer certo espaço, carregando pesados troncos de árvores. Marcgrave descreve que aprovados pelo rei os pedidos de casamento, os rapazes eram conduzidos a um local próximo ao acampamento, onde se reuniam às suas noivas, seguindo todos juntos a um ponto abundante de caça. Ali chegados alguns deles embrenhavam-se nos matos, até encontrarem vestígios da presença de feras. Regressando à presença dos demais, davam-lhes indicações precisas sobre os pontos em que se encontravam os esconderijos daqueles animais.

Depois, auxiliados por cães de caça, seguiam os rastos dos animais perseguidos, encurralando-os e matando-os. Segundo Marcgrave, às vezes, chegavam a ser mortas ou aprisionadas duzentas feras! Eram retirados os intestinos dos animais mortos, atirados aos cães, levando-se a carne para o acampamento. 

Entravam em ação as índias casadouras, torrando ao fogo as vísceras que eram comidas pelos homens. Tirados os pelos, cortavam os corpos dos animais em diversas porções. Aberta uma cova no chão, ali depositavam as carnes, cobrindo-as com terra, sendo acesa uma fogueira por cima, o que provocava um perfeito preparo das mesmas, que ficavam bem assadas.

Eram feitas bebidas à base de mel de abelhas. E, assim, passavam o restante do dia a comer. Regressavam à barraca do rei para deliberarem sobre a caçada do dia seguinte. E assim, sucessivamente, até a conclusão da temporada.

Informa Herckman que patenteado o valor de cada candidato ao casamento, ocorria a cerimônia das bodas. Abria-se-lhe um buraco em cada uma das faces, neles metendo-se pauzinhos ou ossinhos de cor branca parecidos com pedaços quebrados de cachimbos, com o tamanho de 3 a 5 polegadas de cumprimento, o que representava um distintivo matrimonial. Os que não apresentassem tal característica, em idade viril, era objeto de pouca estima e consideração. (Medeiros Filho, 1984; 41/42). 

Baseados nas informações de Jacob Rabbi, presenteadas ao conde Maurício de Nassau, os cronistas Barleu, Piso, Nieuhof e Marcgrave, deixaram descrições sobre alguns aspectos relacionados com a gravidez e parto das índias. 

Achando-se a índia grávida, o seu companheiro abstinha-se de relações com ela e coabitava com outra. Igual procedimento era adotado com respeito à lactante, a menos que o marido tivesse uma única esposa.

Prestes a dar à luz, ou logo após, a tapuia retirava-se para as matas e esconderijos, se o céu estivesse sereno. Nascida à criança, cortava-lhe o umbigo com um caco afiado ou uma concha, devorando a mãe, a seguir, o umbigo juntamente com a placenta, depois de cozidos. 

Na fase puerperal, a mãe e o filho lavavam-se na água corrente duas vezes ao dia, pela manhã e à tardinha. Havendo uma mudança de acampamento, outra mulher cuidava da criança, poupando a puérpera dessa tarefa.

Piso dá conta do costume que tinham os maridos, por ocasião do parto das companheiras, de deitar-se desde os primeiros dias do livramento, a maneiras de parturiente, comendo doces e manjares, manifestando dessa maneira a necessidade de “restaurar” as forças perdidas. O resguardo masculino estendia-se por oito ou mais semanas.

Sobre o adultério, o cronista Barleu informa ser rara tal ocorrência, permitindo-se ao marido expulsar a ré da violação, depois de açoitá-la. No caso de haver o flagrante, o marido poderia matar os infratores. Jacob Rabbi, citado por Marcgrave descreve que o rei Janduí, em virtude de ter sido vítima de adultérios, matou algumas de suas esposas. 

A região, em decorrência do seu clima onde favorece as secas e estiagens, obrigava os seus primitivos moradores ao regime nômade de vida. Neste sentido, vejamos a narração de Piso: “Não tem morada estável nem fixa, antes vagam por aqui e ali, segundo os atraia ou afugente a abundância ou penúria de alimento. Gostam de viver insulados. Não suportam tugúrios nem esconderijos, mas passam sempre a vida ao ar livre”. (Medeiros Filho, 1984; 55). 

Quando mudavam de acampamento, carregavam, consigo dois troncos de árvores jazidos no chão, à distância de um tiro de pedra da tenda do rei, separados um do outro pela distância de um passo. Formavam-se dois grupos ou bandos, em frente a cada um desses troncos, sendo escolhido de cada turma um representante, considerado o mais forte deles. 

Cada representante colocava um tronco às costas, com grande divertimento, partindo na carreira, o mais rápido possível, seguido pela multidão. Ao ser atingido pelo cansaço, transferia o tronco para outro companheiro de grupo, continuando a corrida. O bando que chegava primeiro ao local de destino vaiava os componentes do grupo perdedor. 

Essa espécie de esporte chamava de “correr a árvore”. Os Tapuias tiravam a casca das árvores sob a ação do fogo e poliam a madeira toda em volta, eliminando todos os nós. Parece-nos que tal árvore era carnaubeira. (Medeiros Filho, 1984; 43/45/55/57). 
Foto ilustrativa
Para reforçar essa tese lembramos que essa prática de se trabalhar o tronco foi utilizada até o século passado quando os habitantes usavam a carnaúba velada para as construções de casas e outros artefatos domésticos. 

O historiador Herckman, impressionado com a longevidade dos tapuias, informava que:

“Em geral eles atingem a uma idade mui avançada, alguns contam 150, 160 até 200 anos, de sorte que já não podem andar e devem ser carregados em redes. Contudo, são tidos em grande consideração, pois, quanto mais velhos se fazem, tanto mais honras lhes tributam, isto é, sendo pessoas do sexo masculino, e não do outro sexo, porquanto, em parindo as mulheres uma ou duas vezes, são tratadas como escravas”. (Medeiros Filho, 1984; 37).

Piso revela que caindo algum dos tapuias doente, é visitado pelos amigos, cada um prestando-lhe informações sobre os remédios de quem têm conhecimento pela experiência. Usando os espinhos de uma árvore chamada carnaíba (atual carnaúba), ou os dentes dos peixes, com que fazem as pontas de suas flechas, escarnam e cortam profundamente a pele que reveste os músculos dos braços e das coxas, julgando que assim livravam os membros da perda das forças. Também aplicavam sucções fortes com a boca, de encontro à parte ofendida. Usavam enfiar na garganta do doente, folhas silvestres enroladas, a fim de provocar o vômito ao paciente. (Medeiros Filho, 1984; 37).

Quanto aos hábitos alimentares dos tapuias, o cronista Herckman expõe:

“... Uma vida inteiramente bestial e descuidosa. Não semeiam, não plantam, nem se esforçam por fazer alguma provisão de viveres. Quando vão a algum lugar na região inferior fora de suas terras, onde há gado ou outros animais posto que estejam selvagens e não se deixem apanhar nos bosques, eles podem, todavia alcançá-los e atirar-lhes as suas azagaias, de modo que os abatem, e por então fazem seu alimento (...). Não guardavam para o dia seguinte, o alimento que pudessem comer no dia corrente. Tinham tamanho apetite que conseguiam ingerir duma só vez o alimento que seria consumido por um neerlandês em cinco refeições. Acossados pela fome, os tapuias conseguiam passar até cinco dias sem comer, auxiliados por certas cascas de árvores atadas ao ventre, que tinham o efeito de fazê-los esquecer a fome”. (Medeiros Filho, 1984; 59).

Um dos fatores da mortalidade indígena eram as picadas de serpente venenosas. Outro grande inimigo da integridade física dos Janduís eram as piranhas, a que eles chamavam de carfa. Tais peixes mordiam os índios, ao atravessarem os rios, arrancando-lhes pedaços do corpo e até braços e pernas. 

Quando morria um tapuia, de ambos os sexos, era o mesmo devorado pelos companheiros, sob a motivação de ser um ato de piedade. Havia exceção, se a causa mortis tivesse sido peçonha, não incluído o veneno de cobras.

O cadáver era levado para fora do acampamento, muito bem lavado e esfregado, sendo desentranhado pelos feiticeiros, curandeiros e adivinhos, que o talhavam membro a membro. As velhas faziam uma fogueira sobre o chão, acima da qual punham o corpo e deixavam-no assar bem. As mesmas velhinhas encarregavam-se de celebrar as exéquias, com lágrimas e lamentações. Terminado de ficar bem assado, o corpo era devorado pelos presentes, sob grande algazarra e lamúrias, fazendo parte destas a aplicação de golpes no peito. 

Quando os participantes não conseguiam comer o corpo todo, então guardavam o resto para uma ocasião oportuna. As manifestações de pranto cessavam ao terminar o festim macabro. Os ossos, depois de queimados, pisados e pulverizados, eram guardados cuidadosamente até a celebração do festim solene que ocorresse, ocasião em que eram comidos em vez de doces. Eram também ingeridos dissolvidos n’água. 

Os cabelos do morto também eram reduzidos a partículas muito diminutas, sendo ingeridos, misturados com água. 

Enquanto os ossos do defunto não fossem consumidos, os parentes próximos do mesmo arrancavam os cabelos em sinal de luto, não participando também de danças e cantos.

Os cadáveres dos principais eram comidos assados, somente por seus pares, informando Barleu que apenas a cabeça, as mãos e os pés dos mesmos. 

“Falecendo o próprio rei ou o seu filho (comatyn) que o secundava no governo, ou algum “grão senhor”, os seus corpos somente eram devorados por suas próprias esposas. No local onde tais pessoas de alta importância morriam, punha-se uma memória, ali reunindo todos os anos os seus companheiros de tribo, “para fazerem uma oferenda ao Diabo, a fim de que sejam seus servidores (do diabo), pois eles o têm por seu deus”. (Medeiros Filho, 1984; 39). 

As opiniões dos cronistas a respeito da religião dos tapuias são as mais desfavoráveis possíveis. Marcgrave escrevia que “os tapuias até agora são os piores de todos os restantes. Nada sabiam de Deus, nem querem ser instruídos”.

Pedro Carrilho de Andrade ajunta que os tapuias “não tem fé, nem lei, nem piedade, o seu deus é o seu ventre e nada mais lhes dá cuidado”. Herckman descreve-os: “São homens incultos e ignorantes, sem nenhum conhecimento do verdadeiro Deus ou dos seus preceitos: servem, pelo contrário, o diabo ou a quaisquer espíritos maus, como tratando com eles temos muitas vezes observados”.

A respeito da mitologia dos tapuias, Piso relata que alguns grupos tinham por deus o trovão, outros a Ursa Maior ou outros astros. Barleu informa que “em lugar de Deus, adoram os tapuias a Ursa Maior ou o Setentrião, a que nós, pelo seu feitio, chamamos com o povo a Carreta. Quando de manhã vêem essa constelação, alvoroçam-se de alegria e dirigem-lhe cantos, danças etc.” 

Os cronistas referem-se ao papel desempenhado pelos feiticeiros e adivinhos, junto à comunidade indígena. Pedro Carrilho de Andrade garantia que os Tapuias tinham “muitos feiticeiros e agoureiros que lhe adivinham os bens e males que lhes há de suceder aos quais dão inteira fé e crédito, e não fazem nem obram cousas alguma, sem que primeiro os mandem adivinhar". (Medeiros Filho, 1984; 37/38/39 e 70). 

Segundo os costumes pesquisados dos Tapuias eles eram os mais ferozes.
Do livro: ASSU - Dos Janduís ao Sesquicentenário - Ivan Pinheiro

SESSÃO SOLENE


Investidura do capelo
Leitura do Termo de Posse 

Leitura do Diploma de Imortal
Recepção 
Postado por Francisco Martins/Fernando Caldas.

ASSU

Organizada por um grupo de mulheres artesãs ligado ao Clube de Mães do bairro Bela Vista, em Assú, será realizada nesta sexta-feira (29), a partir de 8h, uma Feira de Artesanato no município.
O evento terá sua programação na Praça São João, logradouro central da cidade, segundo informação de Ivete Medeiros, que é responsável pela coordenação do referido grupo feminino.
Ivete convida a população local e da região a prestigiar a Feira, ressaltando que o principal objetivo do evento é proporcionar que os trabalhos produzidos pelos que lidam com o artesanato em Assú possam ser expostos e apreciados, principalmente durante este período pré-natalino, onde muitos adquirem presentes.
Destacou ainda que será uma oportunidade para que a comunidade possa conhecer quais são as pessoas que aqui convivem e que atuam na atividade artesanal.
Na ótica de Ivete, o artesanato do Assú enfrenta um instante de vulnerabilidade e entende que é preciso existir uma política de fomento para o setor, fruto de uma ampla discussão e que não seja uma "proposta pronta".
Postado por Pauta Aberta

ASSU EM EVIDÊNCIA

Deputado Estadual George Soares entrega Medalha do Mérito Cultural ao artista assuense Wagner de Oliveira
O artista plástico Wagner de Oliveira (com medalha e diploma) recebeu das mãos do Deputado Estadual George Soares a “Medalha do Mérito Cultural Câmara Cascudo”, concedida em reconhecimento ao trabalho dos artistas que contribuíram para a manutenção das tradições potiguares e fomento à cultura. A solenidade de entrega, que agraciou ainda outras personalidades com as Medalhas dos Méritos Cultural, Legislativo e Social, foi realizada na manhã desta quinta-feira (28/11), no Plenário da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

Com grande satisfação, Wagner agradeceu a indicação do Deputado George Soares e a todos que acompanham o seu trabalho e contribuíram para o tributo prestado. “Agradeço ao deputado George Soares pelo reconhecimento dado a nós artistas numa homenagem como essa. Ter isso vivo é importante”, declarou o artista assuense.

Natural e residente no município de Assú, Wagner de Oliveira é artista plástico, desenhista, poeta, escultor, chargista e escritor. Trabalha há dez anos como instrutor de crianças e adolescentes e integra a Equipe de Cinema de Assú. Elaborou a revista “O Boneco”, seu primeiro trabalho em quadrinhos, que servirá de storyboard para um filme homônimo que está sendo desenvolvido pela equipe.
Assessoria Parlamentar Deputado Estadual George Soares.

CULTURA

Deputado George Soares congratula jornalista João Batista Machado pela posse na Academia 
Norte-Riograndense de Letras
O Deputado Estadual George Soares solicitou encaminhamento de Moção de Congratulações ao jornalista assuense João Batista Machado pela sua posse como acadêmico imortal da Academia Norte-Riograndense de Letras. Machado foi empossado em sessão solene realizada na última quarta-feira (27/11). A solenidade contou com a presença do parlamentar, que esteve entre os componentes da mesa ao lado do presidente da Academia, Diógenes da Cunha Lima.
O novo imortal, agora ocupante da cadeira de nº 32, iniciou suas atividades profissionais na década de 60 com passagem por grandes jornais e em instituições públicas e privadas, atuando nas áreas de reportagem política, assessoria, secretaria de imprensa e publicidade. É autor de dez livros sobre fatos políticos do Rio Grande do Norte e atualmente é Coordenador de Comunicação Social do Tribunal de Contas do Estado. “É, portanto, um cidadão assuense que orgulha a todos nós norte-riograndenses”, declara o deputado. 
Assessoria Parlamentar Deputado Estadual George Soares

PERIGO

Uma dieta louca virou febre em adolescentes: comer bolas de algodão para tentar emagrecer. Segundo os vídeos e salas de bate-papo da internet, que ensinam a prática, jovens embebedam o algodão em suco de laranja e limonada, por exemplo, e engolem antes das refeições. O objetivo é limitar a ingestão de alimentos, já que supostamente o material reduz a fome e a vontade de comer.

O médico chefe do Centro de Recuperação Comer em Denver, nos Estados Unidos, disse à reportagem da ABC News que comer bolas de algodão sintético é semelhante a comer pano ou até mesmo botões ou moedas.

— Além do risco de asfixia e da desnutrição. A prática pode levar a uma obstrução do trato intestinal.

Segundo o médico, com o tempo, o algodão pode acumular e criar vários bloqueios ou uma obstrução completa e “pode ser fatal”.

De acordo com o o co-diretor dos transtornos alimentares clínicos e programa de pesquisa no Massachusetts General Hospital , em Boston , Karmyn Eddy, comer bolas de algodão pode levar a pessoa a desenvolver um transtorno alimentar.

—Nada de bom pode vir disso. Absolutamente nada.

Os especialistas ouvidos pela ABC News explicam que a maioria do algodão encontrado nos mercados raramente é puro. Na maioria dos casos ele é feito com poliéster e contém muitos elementos químicos.

R7 / BlogdoBG.

JUCURUTU


Na sessão da Câmara Municipal de Jucurutu, região do Seridó, realizada terça-feira (26), o vereador Márcio Soares - PP (foto), voz de oposição, alertou para problemas e falta de atendimento necessário na saúde do município, administrado pelo prefeito George Queiroz (PMDB).
O vereador lembrou o fato mais recente, que culminou com a morte prematura da ex-vereadora Placinete Galvão, com 44 anos, que também era servidora municipal.
O fato foi ressaltado numa matéria publicada nesta quarta-feira (27) no vespertino natalense O Jornal de Hoje.
“Um paciente chega doente, o médico não conseguiu diagnosticar o caso, a família pede transferência e o médico achou melhor a paciente aguardar o cardiologista, que só chegaria uma semana depois. Um cardiologista em Jucurutu ganha muito bem, mas depois que a secretária de Saúde e a vice-prefeita autorizaram a transferência da paciente, o cardiologista disse que se mandassem de volta a Jucurutu, ele não atenderia”, disse o vereador, deixando claro que esse relato foi dito pela diretora do Hospital e Maternidade Terezinha Lula de Queiroz.
Acompanhe a reportagem completa clicando AQUI.
Postado por Pauta Aberta

PEDRO AVELINO


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

EVENTO

Projeto Mais RN será apresentado em Assú
 
Fernando Antônio de Sá Leitão destaca importância da iniciativa
ASSÚ – Convite assinado pelo presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), Amaro Sales; pelo secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Rogério Marinho; e pelo superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), José Ferreira de Melo Neto, confirma para esta quarta-feira, dia 27, a realização do Encontro Regional de apresentação do projeto Mais RN.
O convite destaca que “o Mais RN está elaborando o Plano Estratégico de Desenvolvimento Econômico e Oportunidades de Investimentos e Negócios para o período 2014-2034. Ele é um projeto financiado exclusivamente com recursos de empresas privadas que, quando finalizado, servirá de base para ações de governo e, principalmente, para a orientação de novos e importantes investimentos públicos e privados no Estado”.
A Fiern e os parceiros vêm realizando uma série de encontros em cidades-polo do Estado para divulgação do referido projeto.
O gestor do escritório regional do Sebrae/RN, em Assú, Fernando Antônio de Sá Leitão Morais, declarou que durante evento desta quarta-feira serão abordadas as principais potencialidades de cada região, buscando identificar os pontos de estrangulamento e os principais riscos enfrentados pelos empresários.

PROCESSO
Também serão discutidas as ações governamentais que podem contribuir para o desenvolvimento dos arranjos produtivos e para a eliminação dos riscos e gargalos da produção.
Por fim, os trabalhos se concentrarão nas oportunidades de investimentos e de negócios dentro e fora dos setores de atuação. O encontro de empresários na abrangência do escritório regional do Sebrae-Assú será realizado em seu auditório, nesta quarta-feira, às 18h30, com um coquetel.

O Mossoroense/Aluízio Lacerda.

CULTURA

Frutilândia, uma pequena gleba de terra árida que hoje é parte do Orto Florestal - IBAMA de Assu, era o sítio do poeta João Lins Caldas (foto ao lado), onde ele criava, plantava fruteiras e idealizava projetos gigantescos de fruticultura no Vale do Açu (dizia ser o cultivo do cajueiro a redenção do Nordeste), além de fazer versos e mais versos. Era o descanso do poeta, o canto do seu "silêncio único proclamado", no seu próprio dizer.

Em homenagem ao seu decantado sitio, Caldas, com amor telúrico produziu o comovente poema, cujos versos ele lembra Arina, uma das suas amadas do seu tempo de Rio de Janeiro, como podemos conferir adiante:

Como essa manhã me acorda com os passarinhos.
Que matinal de árvores de pássaros!...
Pinga o orvalho das folhas como pérolas trêmulas, molhadas,
Cardeiros à distância perto a cerca fulva do cercado...
No terreiro da casa, as galinhas ciscando...
Um pio de nambu é remoto à distância...
Ouço e vejo lá fora... há como que em mim um anseio louco de embriagado...
Vontade de correr, rondar, ser como um pequeno cabrito a saltar pelo relvado...

O milho verde, a subir, a cana grossa, o espigar das bonecas...
O louro-roxo do cabelo aqui e ali pelos ventos agitado...
Parado... o ar aqui agora um ar parado...
Nem um grilo a trilar, nem um mover de folhas...

Saio... acendo o cigarro... as mãos trêmulas de gozo...
Isso que aqui plantei, que as minhas mãos cavaram...
Cajueiros aos cem, azeitonas, mangueiras...
Ah! Se eu tivesse na vida como aqui sempre plantado.

E vejo, no crescer, pequena, a laranjeira
Tão verde no buraco fundo que lhe foi cavado...
A minha laranjeira! A minha laranjeira!
Os frutos que dará, encantando o cercado...

Meu rancho ali, os poetas na biqueira....
Pobreza assim riqueza só... um dia
Repousarei em mim essa pobre cabeça de cansado...
Lembrarei os meus versos, direi versos para mim e para o céu estrelado...

A noiva que não tive... e recordo sem mágoa
Aquela que passou, culpa de mim somente...
Vão em cortejo ao olhar do meu pensamento sombras vagas...
Arina... um filho pela mão... lá atravessa seu filho...

E os filhos que não tive, as almas, culpa de mim que não vingaram...
Basta... volto-me ao sítio do meu silêncio único proclamado...
É a música de tudo em tudo que de mim, na sua essência...
O sol... o sol dessa manhã é agora todo o meu cuidado...

E o sol... a ânsia talvez de pelo sol perder-me.
E já não ser... ou ser tudo aquele mundo todo nas raízes...
As árvores que quero ver, as pequeninas plantas que quero ver dos seus pequeninos berços elevadas...
E olho-as... as minhas crianças verdes, as minhas pequenas romãzeiras enramadas...

O cigarro se apaga, a fumaça não sobe...
Vamos entrar o rancho, agitar gravetos, fazer o fogo...
E brinquedo, o meu cão, que aqui poe esse andar me tem sempre acompanhado.
Olhos aos olhos do cão... não, Brinquedo que nem sempre me tem mesmo acompanhado...

Luiz Rabelo em homenagem ao poeta de Frutilândia, escreveu o poema em prosa publicado em O Poti, 4.5.1958, bem como na antologia dele, Caldas, organiza por Celso da Silveira intitulada Poética, Fundação José Augusto, 1965, que veremos para o nosso bem estar:

Vou-me embora pra Frutilândia. Lá sou amigo do Poeta. É melhor ser amigo do poeta do que ser amigo do Rei. Lá é que existe um "emaranhado de verde" e de pétalas macias e florescem, todos os dias, no seu tapete de relvas, rosas puras como a alegria transluminosas de orvalho. As dálias do seu pomar são alvas, do alvor do luar. Frutilândia é uma terra de aurora branca, de névoa sutil, onde a Poesia, eterna, mora. O seu nome lembra um País mais mais belo e mais vasto do que Pasárgada, mais cheio de entardeceres do que o asteroide do "Pequeno Príncipe", de Exupére, mais puro do que o "Cântico da Vinha", de Claudel, e do poema "A Palma", de Valéry. Há, nas suas árvores frutos apetitíveis, e, constantemente, um rodopio de asas de borboletas muito amigas. Lá é o reino encantado das cigarras, sem Lá Fontaine e sem formigas. No centro do roseiral, há uma rosa mais vermelha do que a rosa feita de sangue do rouxinol de ilde. Lá é que está o coração do Poeta. Para se ir ao centro do pomar, todo caminho é de se caminhar. Frutiândia é uma terra de aurora, branca, de névoa sutil, onde a Poesia eterna, mora. Vou-me embora pra Frutilândia.

Em tempo: O populoso bairro da cidade de Assu denominado Frtilândia, é uma homenagem de Ronaldo Soares quando prefeito do Assu (1983-88), ao poeta João Lins Caldas. Fica o registro.


Postado por Fernando Caldas

DESPEDIDA

Charge do dia: Manoca Barreto

Sorriso Pensante - Ivam Cabral

VERGONHA

Comerciante vítima de assalto pede segurança

1479467_388465854623078_1776662007_n
Após ser vítima de assalto na manhã da última segunda feira (25), um comerciante colocou uma faixa na frente do seu comércio no centro de Assu. Na faixa, Judson Celular, como é conhecido, reivindica segurança. Três homens armados entraram no estabelecimento, levaram uma grande quantidade de mercadorias e fugiram.  Ninguém foi preso até o momento.
Postado por Jarbas Rocha.

OPINIÃO

AS “MIL E UMA NOITES DE IVAN JUNIOR”

Rosalba-e-Ivan-Jr
Quem nunca ouviu falar nas “Mil e uma Noites”? Você sabe o que essa expressão significa?
As Mil e uma Noites é o título de uma das mais famosas obras da literatura árabe, é composta por uma coleção de contos escritos entre os séculos XIII e XVI.
Pois é: em contos e sonhos, o prefeito já viveu seu apogeu.
Ivan o “Grande” ou o “Louco” quis correr mais do que as pernas alcançam, e vai terminar miseravelmente como o ” Rei da Pérsia”, que depois de todas as conquistas não soube administrar o bem maior da virtude do bem querer.
O bom Ivan, a despeito dos outros não convive bem com os seus “pseudos” amigos, assessores e coisa e tal, referências ditas nas esquinas e bares da terrinha.
O nosso Ivan não chega à ser Russo o “Terrível” que reinou por 53 anos e acabou morrendo louco, por querer  subtrair poderes da aristocracia hereditária e dos patriarcas.
O nosso Ivan tende à ser traído dentro de casa como o fez Sherazade ao inventar mil e um contos afim de protelar a sua morte, deixando Ivan a mercê da sua própria impotência, tipo Aquiles, considerado o maior guerreiro da guerra de Troia que era  era invulnerável em todo o seu corpo, exceto em seu calcanhar;
Esse é o nosso ‘IVAN PREFEITO”, que sem aviso prévio conquistou os corações dos assuenses e deverá ser julgado. Tomara que a sua breve história na política, não termine como o fez  ”Sherazade” no conto “Mil e uma noites, ou como “Ivan, o Terrível” ou “Aquiles”, cujo calcanhar foi determinante para a sua morte.
José Regis de Souza

AÇÃO PARLAMENTAR

Deputado George Soares pede ação emergencial e eficaz para segurança de Assú

O deputado George Soares (foto) levou ao plenário da Assembleia Legislativa do RN nesta terça-feira (26/11) a urgência de ações concretas do poder público para corrigir os problemas de segurança que vem crescendo em Assú. O parlamentar fez um apelo ao governo do Estado para que dê melhores condições de trabalho ao efetivo e tranquilidade à população.

O deputado esteve reunido também nesta terça-feira com o comandante geral da PM, Coronel Araújo, solicitando uma ação efetiva e urgente para o problema de insegurança que hoje se destaca em toda a região do Vale e sugeriu a convocação dos concursados para a segurança e até hoje não chamados.

George Soares afirmou que não aceitará mais reuniões ou audiências públicas, mas cobrará efetividade e agilidade na solução, comprometendo-se ainda a buscar apoio de amigos da região para ajudar o batalhão da região com combustível e alimentação. “A situação está crítica e o governo precisa resolver a situação com urgência”, afirmou o deputado.
Assessoria Parlamentar Deputado Estadual George Soares

terça-feira, 26 de novembro de 2013

CULTURA

            ASSUENSE JOÃO BATISTA MACHADO ASSUME CADEIRA NA ACADEMIA DE LETRAS

O Assu recuperou uma cadeira na Academia de Letras Norte-rio-grandense. A cadeira de nº 32 (que tem como patrono Francisco Fausto) que pertencia, mais recentemente, ao escritor João Batista Cascudo Rodrigues esta sendo ocupada nesta quarta-feira (27/11/2013), às 20 horas, pelo assuense JOÃO BATISTA MACHADO – para os mais íntimos “Machadinho” (foto) que é um jornalista profissional e bacharel em Comunicação Social.

João Batista Machado Iniciou suas atividades profissionais no jornal Tribuna do Norte na década de 1960. Nos anos 70 transferiu-se para o Diário de Natal/O Poti, de onde se afastou para ser secretário de Imprensa do governo Tarcísio Maia no período de 1977 a 1979.

Foi ainda secretário de Imprensa da Prefeitura de Natal na gestão do então prefeito José Agripino Maia durante sua gestão (1979 a 1982). De 1983 a 1986 foi secretário de Imprensa do governo do Estado na Administração de José Agripino. De 1987 a 1989 retornou ao Diário de Natal onde foi durante dois anos chefe de reportagem. 

Voltou novamente ao governo como secretário de Comunicação Social na gestão de José Agripino de 1991 a 1994. Exerceu também o cargo de secretário de Imprensa nos governos Radir Pereira e Vivaldo Costa. Foi redator da DUMBO Publicidade e ex-assessor de imprensa da Federação do Comércio do Rio Grande do Norte e do sistema SESC/SENAC. Atualmente é Diretor de Comunicação Social do Tribunal de Contas do Estado.

Exerceu durante cinco anos, na década de 1970, a função de repórter correspondente do jornal O Globo, do Rio de Janeiro, e “free-lance” das revistas RN econômico e Cadernos do Rio Grande do Norte. Atualmente é colaborador do Novo Jornal.

É autor dos seguintes livros: “De 35 ao AI-5”, “Política no Atacado e a Varejo”, “Anotações de um Repórter Político”, “Como se Fazia Governador Durante o Regime Militar”, “1960: Explosão de Paixão e Ódio”, “Perfil da República no Rio Grande do Norte”, “Testemunha de Ausentes” e “Resgate da Memória Política”. É sócio-efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte.

O Assu já chegou a ter 12 membros na Academia Norte-rio-grandense de letras, inclusive alguns deles como sócios fundadores, o que fez com que o município recebesse o pseudônimo de A Atenas Norte-rio-grandense. 

João Batista Machado – “O Machadinho” merece os sinceros parabéns do povo assuense pelo seu intenso e árduo trabalho que o fez chegar até a Academia, mostrando que a persistência, a dedicação e a fidelidade com que se trabalha no ramo literário tem sua recompensa. Parabéns. Machadinho, parabéns a todos assuenses. 

HISTÓRIA

Evolução Histórica do Assu

Primeiros habitantes - Parte I

Baseado nas informações deixadas por cronistas seiscentistas, quando os portugueses travaram os seus primeiros contatos com os primitivos habitantes do Brasil, cedo os distinguiram em dois grupos básicos: os TUPIS, que falavam a língua geral, a língua boa, ou nheengatu: e os demais indígenas, falando diversos idiomas, os gentios da “língua travada”.

Os contatos mais íntimos entre europeus e índios – até então separados pelo Oceano Atlântico – verificou-se com a nação tupi, habitante do vasto litoral brasileiro. Os indígenas que não falavam a língua geral eram, depreciativamente, chamados de TAPUIAS, isto é, os Bárbaros.

Seguindo o comportamento do historiador Olavo de Medeiros Filho em seu livro Índios do Açu e Seridó, como forma de “enxugar” o nosso trabalho, iremos deixar de lado o que diz respeito aos tupis, e iremos concentrar nossas atenções em torno dos TAPUIAS, os indígenas que habitaram esta nossa região.

No ano de 1607, um cronista anônimo, certamente sacerdote, descrevia os TAPUIAS moradores na capitania do Rio Grande:

Índio Tarairiú - pintado pelo holandês Albert Eckhout
“Há também nos limites desta capitania, a poucas jornadas de caminho duas nações de tapuias, copiosas em número de gente, que afirmam os que vão a resgatar com eles, ser grande o número de gente, os quais todos se perdem por falta de obreiros, tendo pazes e comércio conosco, e havendo residência nesta capitania, mandando todos os anos a eles, por via de missão, se salvam muitos inocentes, e outros muitos adultos in extremis. Outras nações há também, aqui perto, de outros gentios de menos gente, de que não fazemos caso, e para os quais criou Deus também o Céu e se perdem por falta de guias. (Medeiros Filho, 1984; 21).

Aos 02 de outubro de 1631, o índio Marcial, da nação Janduí, compareceu perante o Conselho de Guerra Holandês, em Recife - Pernambuco, propondo aos invasores uma incursão ao território Norte-Rio-Grandense. Vieram à costa da Capitania um iate e uma chulapa (embarcação pequena de um mastro só / pequeno barco de remos e vela) conduzindo, além do próprio Marcial, os Capitães Albert Smient e Joost Closter, juntamente com alguns indígenas que tinham regressado de pouco da Holanda (Ararova, Tacon, Mataune). Também fez parte do pessoal um português, de origem israelita, chamado Samuel Cochim.

As embarcações fundearam ao norte da fortaleza dos Santos Reis, no lugar Ubranduba, onde havia uma enseada. Guiados pelo clarão de uma fogueira, os agentes holandeses encontraram o português João Pereira, que havia aprisionado o índio André Tacon. Mataram o português, apoderando-se de alguns papeis por ele conduzidos.

Daí seguiram-se episódios, que culminaram com a tomada da fortaleza dos Santos Reis, pelos holandeses, aos 12 de dezembro de 1633. Com o domínio Holandês na antiga Capitania do Rio Grande do Norte, o Rei Janduí, cujo acampamento principal era no local onde atualmente existe a cidade do Assu, tornou-se amigo íntimo dos invasores. 

No ano de 1637 o conde João Maurício de Nassau vem para o Brasil. Acompanhando-o veio o judeu alemão do condado de Waldeck, Jacob Rabbi que seguiu, no ano de 1638, para o meio dos tapuias, com permissão do conde de Nassau, a fim de servir de interprete entre os holandeses e aquela nação. Viveu quatro anos na taba, acompanhando os costumes dos silvícolas. Agradável ao rei, espectador e testemunha bem aceita de tudo, escreveu a mais famosa crônica sobre os índios da nação Tarairiú - súditos do Rei Janduí.

Tal crônica, presenteada por Rabbi ao conde Maurício de Nassau, serviu de base para as descrições escritas por Barleu, Marcgrave, Nieuhof, Piso, Morisot e outros cronistas holandeses. Rabbi era casado com uma indígena brasiliana (Tupi), chamada “Domingas”. (Medeiros Filho; 1984; 17/18). Alguns historiadores afirmam que “Domingas” era filha do Rei Janduí. No entanto, não conseguimos dados palpáveis a este respeito. 

Em 1647 Gaspar Barleu (1584-1648) publicou uma crônica sobre a história dos feitos recentemente praticados durante oito anos no Brasil, sob o Governo de João Maurício de Nassau, descrevendo o período em que este esteve no Brasil, de 1637 a 1644. Barleu afirmava: “É célebre no Brasil holandês o nome dos tapuias, por causa do seu ódio aos portugueses, das guerras com os seus vizinhos e de auxílios mais de uma vez prestados a nós”. Ainda, segundo o mesmo cronista, os tapuias moravam no sertão brasileiro, distantes do litoral, muito diversificados no tocante a línguas, costumes e territórios. Afirmava serem conhecidos dos neerlandeses, os tapuias que moravam nas vizinhanças do Rio Grande, no Ceará e no Maranhão, onde imperava o rei Janduí. 

O cronista Jorge Marcgrave (1610-1644), natural de Liebstad, é considerado o primeiro estudioso da história natural americana. Alemão, chegou ao Brasil em 1638. Dez anos depois, ou seja, em 1648, surgiu a sua História Natural do Brasil.

Marcgrave faz referência a diversas tribos tapuias, dizendo-as moradoras no território compreendido entre o rio Mipibu (Trairi) e o Ceará Grande, da parte do interior, e possuindo diversos reis e línguas diferentes. Citava como reis dos tapuias, Janduí, que exercia poder em Otschunogh (atual Rio Piranhas/Assu), Otschuayauch e Drenirag; em seguida, vinha o rei Pritiyaba, que mantinha paz com Janduí. Os seguintes eram: Arigpoygh, Wanasewasug, Tschering e Dremmemge, inimigos de Janduí e Pritiyaba, “de sorte que há incursões hostis entre os vários limites dos respectivos territórios” (Medeiros Filho, 1984; 17/22/23).

Os Tapuias Janduís, ex-aliados dos holandeses, com a expulsão destes receberam um perdão, concedido pelo Governador Francisco Barreto de Menezes, de Pernambuco. No dia 04 de maio de 1654, o índio Janduí firma um tratado de Paz, sendo nomeado Mestre de Campos e Governador dos índios do Rio Grande. 

O Rei Janduí comandava cerca de 1600 índios na Taba-Assu e aproximadamente 15.000 nas demais aldeias, compreendidas entre o hoje Maranhão até a serra do Ibiapina no Ceará. Janduí viveu mais ou menos 120 anos. Quando morreu possuía 25 esposas, mas chegou a desposar de 52 mulheres - sinal de grande prestígio no meio indígena. (Graúna; 1995).

A aldeia principal do rei Janduí localizava-se no lugar denominado “Fura-Boca”, uma meia légua ao norte da cidade do Assu. O vale tomava a denominação de Kuniangeya, medindo vinte milhas de extensão, por duas de largura. Ao poente do rio, a uma distância de 25 milhas do litoral, ficava a grande lagoa Bajatagh (lagoa do Piató), muito abundante de peixes. À esquerda deste, para o lado do nascente, existia outro lago chamado Igtug (atualmente Lagoa de Ponta Grande), infestada de piranhas. (Medeiros Filho, 1984; 24).

Firmado o tratado, começou a chegar à região o “homem branco”. Em 1660, João Fernandes Vieira estabelece a primeira fazenda de gado em Assu. Antes de ocorrer o estabelecimento de criadores de gado do Seridó, foram colonizados os campos do Assu. O historiador Nestor dos Santos Lima reforça esta tese informando-nos que o pioneiro do povoamento da região foi João Fernandes Vieira, vulto ligado à história da Paraíba, de que foi governador no período de 1655 a 1657, e que se destacou na luta pela reconquista da terra do domínio holandês.

Segundo Nestor Lima, foi levantado um arraial à margem esquerda do rio Assu, a uma distância de seis léguas ao norte da atual cidade do mesmo nome, subsistindo o topônimo Arraial.

Administrava a Capitania do Rio Grande o Capitão-Mor Antonio da Silva Barbosa, quando surge o simpático vulto de Estevam Velho de Moura, sendo nomeado Capitão de Infantaria das Ordenanças da Ribeira do rio Assu ao rio Jaguaribe, com o objetivo de não apenas guerrear, mas também estabelecer as bases de núcleos de povoamento europeu, haja vista que se tratava de combater os indígenas e fixar-se em suas terras. Por isso, junto com as armas seguiam o gado e o necessário à lavoura. De fato, conseguiu ele iniciar a civilização dos nossos índios. Foi Estevam o primeiro que aqui tratou de fazer pazes com os índios, domesticando alguns com avultados dispêndios e grandes dificuldades.

O capitão Estevam Velho de Moura requereu, em 02 de janeiro de 1682, uma sesmaria, que lhe foi concedida na ribeira do Assu, onde procurou estabelecer currais de gado, passando a atuar como Capitão de Infantaria das Ribeiras do Assu. (com jurisdição partindo do riacho Paraíba, nas cabeceiras da Lagoa do Piató até o rio Jaguaribe). (Wanderley, 1966; 107).

Com o falecimento de Fernandes Vieira, sua viúva, dona Maria César, requereu, em 14 de fevereiro de 1682, ao mestre-de-campo general Roque da Costa Barreto, da Bahia, uma data e sesmaria, a qual lhe foi concedida a 17 do mesmo mês. (Medeiros Filho, 1984; 99).
Fonte: Dos Janduís ao Sesquicentenário - Ivan Pinheiro