sábado, 27 de julho de 2013

ASSUENSE

Jussier Ribeiro de Magalhães

Tela de Jussier Ribeiro
Hoje falaremos sobre o assuense Jussier Ribeiro de Magalhães – Artista Plástico, médico pioneiro no tratamento de queimados. Jussier não chegou a completar 39 anos de idade (nasceu em 1947). Muito jovem revelou seu talento e sensibilidade. Ainda menino fazia cirurgias em melancias na fazenda do avô. Também prendia a atenção dos colegas com sua forma criativa de contar histórias, animando cada personagem, ou fazendo desenhos e relevos na areia branca de Ponta Negra. A vocação para o desenho também se manifestou desde a infância, ainda ao interesse pela anatomia humana.

Formou-se em 1973, deixando Natal para fazer residência médica no Rio de Janeiro, onde participou da equipe do cirurgião plástico Assunção de Macedo, conterrâneo já renomado naquela época. Atuou no Hospital da Beneficência Portuguesa do Rio de Janeiro e especializou-se em Cirurgia da Mão e Administração Hospitalar.

Em 1978 voltou para Natal, onde montou consultório e instalou no Hospital Walfredo Gurgel a prática de cirurgia e tratamento específico dos Queimados. Artista meticuloso, executava as cirurgias com perfeição: até os desenhos descritivos que fazia para registro das cirurgias eram arquivados pelo hospital, como exemplos de excelente técnica.

Também foi considerada perfeita a primeira cirurgia de prótese mamária realizada em parceria com Dr. Ivo Barreto. Dr. Jussier Ribeiro recebeu convite para sair de Natal, mas manteve-se fiel à sua terra, embora enfrentasse sérias dificuldades por falta absoluta de recursos no Hospital Walfredo Gurgel. 

Embora com uma profissão tão absorvente, como artista plástico também realizou intenso trabalho. Gostava de atuar com bico-de-pena e nanquim, como quem queria domar as manchas escuras que se alastravam sobre o papel branco. 

Jussier Ribeiro Magalhães começou a expor em 1966, participando de diversas mostras individuais e coletivas em Natal. Em 1967 fez a capa da Via Sacra ilustrada internamente por Dorian Gray, com textos de padres, pastores, poetas e políticos, numa produção da Secretaria Estadual de Educação do RN. Em 1972 participou da coletica de Arte na Biblioteca Castelo Branco, em Recife, recebendo a Medalha de Bronze. No ano seguinte obteve o 1º lugar de Desenho na Semana de Arte Universitária em Natal. Faleceu no dia 24 de março de 1986. O auditório do Hospital Walfredo Gurgel leva o seu nome para a posteridade.
Fonte: 400 Nomes de Natal - 2000

CRÔNICA

Des-ODE AO CANALHA.

Uma crônica para reflexão, de autoria do saudoso Padre Zé Luiz, com o título de: Des-ODE AO CANALHA.
Há dois tipos de homem, capazes de perdoar 77 vezes 7: o SANTO e o CANALHA. Somente os dois serão capazes de dar a face direita depois de ter apanhado na face esquerda. Aquele pela humildade, este pela malandragem. Para o santo, esquecer é um gesto natural. Para o canalha também. O santo escuta desaforos, vai aos tribunais, recebe insultos e depois volta sorrindo, porque sua força esta dentro dele. E o Canalha? Justamente porque é destituído de qualquer força interior desnutrido de qualquer dimensão ética, ele aceita tudo sorrindo. Seu sorriso, porém, é um misto de cinismo e desfibramento.

O santo não sofre. O canalha também. Para ambos tudo é passageiro e supérfluo. Mas nós outros, nem santos nem canalhas, nos perdemos na contradição da maldade. Ficamos bobamente exigindo justiça, querendo ingenuamente assumir um compromisso com a palavra dada, com a afirmação feita. Mas hoje, qual é a palavra que corresponde a ela mesma? Quem souber roubar, apenas faz “química”, quem mente, faz restrições mentais; quem adultera conseguiu transar uma diferente. Em todos os espaços o santo poderá viver. Há um terreno porém, onde ele se perderá impreterivelmente. Aqui, todo o seu treinamento místico, toda sua ascese, todos os seus jejuns e sacrifícios, todo seu aprendizado, serão inevitavelmente sacrificados com um simples gesto de zombaria ou com um abraço ensaiado para se chamar fraternal.

E é justamente aí onde o canalha tem “nourral”. Na hora de dizer sem estar dizendo, de abraçar traindo, de sorrir denunciando, de convocar recusando, de oferecer retirando, de aderir explorando, de chorar sorrindo por dentro, de sorrir queimando de ódio. O canalha é o artesão da maldade. Ele não cresce isolado. Ele consegue ter a cor do trigo, o farfalhar do trigo, mas ele é joio. Aproveita o vento que sopra e os raios do sol para também tornar-se cheio de vida. O santo é exigente com ele mesmo. O canalha é exigente com os outros. Para o santo não há dia seguinte. Para o canalha também. Ambos têm um compromisso com seu agora... mas o agora do canalha é sempre um instante de interrogação... Você já conviveu com o SANTO? E com um CANALHA? Se não experimentou, jamais entenderá o que eu estou pretendendo lhe dizer.

Qualquer semelhança é mera coincidência.

POEMA

BAR DO GENILSON

Foto ilustrativa
Esse foi um dos primeiros trabalhos do poeta Paulo Varela quando retornou ao seu solo pátrio, Assu, no ano de 2003. Alguns companheiros de bar já não compartilham do bate papo daquele recinto, nem degustam mais de seus aperitivos e petiscos, como é o caso dos saudosos amigos Detônho e Beltrão. Na época em que foram escritos estes versos o Bar do Genilson ainda funcionava na Praça Getúlio Vargas - ao lado da Igreja Matriz. Vejamos:

O nosso Assu tem beleza
E para nossa riqueza
Existem pontos de encontro
Onde encontramos jogadores
E também com bebedores
Que todo dia sai pronto.

O Genilson tem um bar
Onde amigos vão jogar
Prosear, tomar cerveja
Tem sinuca, tem baralho
Venha depois do trabalho
Lá na esquina da Igreja.

Nossa localização
É no mei do quarteirão
Junto ao beco sem saída
Chegando não tem errada
Encontrará camarada
Pra divertir sua vida.

Tem todo tipo de gente
Uns alegres, outros contente
frequenta gente educada
De bacharel a doutor
E uns que choram sua dor
Porque já levou chifrada.

Neste canto dá de tudo
Gente que tem estudo
E também analfabeto
Quando chegar na cidade
Expanda sua amizade
Venha trazer seu afeto
  
Iremos lhe receber
Sua vida agradecer
Nossa porta ta aberta
Pra você se basear
Veja quem vem prosear
A lista não ta completa:

Tem gente sócio do Bar
Que vem pra se embriagar
É o caso do Beltrão
Pois ele ta todo dia
E já fez a Moradia
Bem lá perto do Balcão.

Vem gente de toda parte
Dudu amigo das artes
Também faz parte da lista
E vem pra se diverti
Nós temos também aqui
Este amigo dentista.

Você pode aparecer
Pois num vai adoecer
E nem vai morrer a míngua
Tem médico, tem curandeiro
Tem o nosso Ivan Pinheiro
Do Assu, na ponta da língua.

Tem Crisanto, o tal Ninô
Que não bebe, pois deixou
Vem aqui pra prosear
Pois ele é muito querido
De nós não tem esquecido
Vem sempre nos visitar.
  
Por aqui não tem cochicho
Tem até jogo do bicho
Venha, Jean vai fazer
Jogue que é garantido
Se ganhar não é perdido
E ganhando vai receber

Tem cabra aposentado
A muito tempo encostado
É o caso do Moquita
Que fica nos enganando
Diz que não ta escutando
Só que ninguém acredita.

Tem Mariano de Macedo
Que é cabra sem segredo
Que sempre vem visitar
Chega, na sua educação
Tem nossa admiração
Pois sabe sempre chegar.

A turma fica completa
Quando vem nosso poeta
Com a sua explanação
Pra nós é uma alegria
Quando é chegado o dia
Que aparece o Roldão.

Aqui tem cabra medonho
Existe cá o Detônho
Que também gosta de arte
Aqui, tu encontra artista
Faça parte desta lista
Vem gente de toda parte.
  
Tem o Luiz Carlos – Coxinha
Pense numa coisa feinha
Parece que vai parir
Joga no bicho e na loto
Num pode subir na moto
Que pensa logo em cair.

Existe o Sr. Tadeu
Que é grande amigo meu
Que vem nos prestigiar
Ele e sua educação
Anda sempre em comunhão
Que só faz admirar.

Lá não tem gente maluca
Tem o nosso amigo Juca
Que trabalha com dinheiro
Sua chegada é bem quista
Também faz parte da lista
É também um companheiro

Tem o índio jogador
Que na sinuca é doutor
E não enjeita parada
É bonito ver jogar
Ele sinuca tirar
E ver a partida fechada.
 
Mas ele recebe tranco
Ao enfrentar o “branco”
Um menino “satanás”
Pois na sinuca é o cão
Pois faz apresentação,
O garoto joga demais.
  
Porém tem ele um defeito
Fica acuado sem jeito
Quando ganha um tostão.
Se ele ganhou dinheiro
Entoca logo ligeiro,
E não compra um pão.

Aqui, não tem arruaceiro,
Mas existe muambeiro
Que vive negociando
Tudo arranja de momento
Até brinco pra jumento
Vá lá falar com Fernando!.

Tem sim, um tal de Benô
Que é metido a jogador
Mas cai sempre na desgraça
Porque só joga bebendo
Acaba as cartas esquecendo
Por causa dessa cachaça.

Tem amigo verdadeiro
O Pedro Gurgel, do dinheiro
Que socorre cabra quebrado
Pois muita gente tem dito
E eu também acredito
Que tem dinheiro emprestado.

Por aqui não tem problema
O Antonio de Upanema
Também aparece aqui
E só para você saber
E já vi ele beber
Mas nunca o vi cair.
  
Tem também o Diassis
Pois toda gente já diz
Que vem aqui sempre,
Vem com sua animação
E pra nossa admiração
Ele é gente da gente.

Tem Atson, o jogador
Ele é cabra de valor
Que vem aqui pra jogar
É jogando e bebendo
E o cabra já vai sabendo
A cana quem vai pagar.

Tem também Zé cabeção
Que não tem assombração
Que já joga muito bem
É bonito a gente ver
Ele nas bolas bater
Pois quase sempre sai bem.

Você já ta convidado
Será sempre bem chegado
Nós esperamos você.
Venha jogar, beber, prosear
E ver o tempo passar,
Que não vamos lhe esquecer.

Paulo varela

Assu/RN, maio de 2003. (data do poema).

ATIVIDADE PARLAMENTAR

George Soares visita obras realizadas com recursos de suas emendas em Jucurutu
Vereador Marcio Soares, blogueiro Damião, Deputado George e ex-vereadora Daguia
Nesta sexta-feira, 26, o Deputado George Soares (PR) esteve no município de Jucurutu. Ao lado do Vereador Marcio Soares, da ex-Vereadora Daguia e do blogueiro Damião, o parlamentar visitou a obra de calçamento, já concluída, do Distrito de Boi Selado. O recurso para a realização da obra foi uma indicação do Republicano, através de uma emenda parlamentar no valor de R$: 100 mil.

“Quero agradecer a população de Jucurutu pelos mais de mil votos que obtivemos na região. Fomos o 2° Deputado mais votado, e é muito gratificante poder retribuir através de ações importantes para o desenvolvimento da cidade”, disse. Após a visita George Soares concedeu entrevista a rádio local. 
Assessoria Parlamentar Deputado Estadual George Soares

EVENTO

JOACIR RUFINO NO CONGRESSO DA SOBER

O mestre em economia rural e regional e professor adjunto do Departamento de Economia da UERN/Assu, Joacir Rufino de Aquino (de camisa azul), ministrou painéis no 51º Congresso da Sober 2013. Segundo Joacir o debate com o Secretário Nacional de Agricultura Familiar, Valter Bianchini, e com o Dr. Antônio Moraes, do Ministério da Agricultura, foi bastante caloroso. 

- "No geral, esse foi sem dúvida o melhor evento que já participei e estou muito feliz com a boa repercussão da nossa mesa, coordenada brilhantemente pelo prof. Lauro Mattei (UFC). Agora é descansar e partir para outros desafios!" Analisou.

O tema foi: FINANCIAMENTO DA AGRICULTURA BRASILEIRA: CENÁRIO ATUAL E PERSPECTIVAS. O objetivo da presente exposição foi analisar a dinâmica da distribuição do financiamento rural no Brasil e discutir alguns aspectos do problema do endividamento dos produtores.

O artigo de Rufino, em resumo, objetiva analisar a importância socioeconômica e as desigualdades que caracterizam a agricultura familiar no estado da Paraíba. Para tanto, utiliza dados de “tabulações especiais” do Censo Agropecuário 2006, elaboradas segundo o recorte da Lei da Agricultura Familiar e das normas do Plano Safra da Agricultura Familiar 2006/2007. 

O trabalho mostra que a agricultura familiar é o segmento social mais relevante no rural paraibano. Todavia, há uma grande heterogeneidade e desigualdade social no interior dessa categoria de produtores, onde a maioria são extremamente pobres e apenas uma pequena parcela consegue sobreviver a partir das atividades agropecuárias. Essa constatação revela o risco de considerar a agricultura familiar como um setor homogêneo e, ao mesmo tempo, abre novas possibilidades de pesquisa que podem ampliar o campo de ação das políticas públicas de desenvolvimento rural.

O Campus Avançado prefeito Walter de Sá Leitão - UERN/Assu está de parabéns. 

Parabéns amigo Joacir. Sucesso!

MAROQUINHA

MARIA OLÍMPIA NEVES DE OLIVEIRA 






Maria Olímpia Neves de Oliveira, 92 anos, ex-prefeita do Assu - município potiguar importante. Em dia de confraternização num restaurante em Brasília-DF, onde reside com a família de seu sobrinho João Celso Neto. A homenagem deste blog.
Postado por Fernando Caldas.

Em tempo:
Deste espaço envio meu abraço ao João Neto e a Dona Maroquinha. Meu pai Ivo Pinheiro foi funcionário na sua gestão. Dia destes ela me enviou uma carta narrando um pouco deste período. Vou localizar para publicar. 
Ivan Pinheiro.

Comentário:
Essas fotos foram tiradas no almoço que ela ofereceu ao completar 90 anos (18/12/2010).
Estávamos todos os familiares que moram em Brasília e minha irmã, que veio especialmente do Rio de Janeiro. Na primeira foto estamos nós dois; na seguinte, ela com as sobrinhas-netas (minhas filhas) e meu neto (filho da caçula, que é afilhada de batismo de Titia); na terceira, minha esposa e nós dois; na quarta, com os sobrinhos e a afilhada; na penúltima, com os sobrinhos e as sobrinhas-netas; e na última, apenas com os dois sobrinhos.

SOLENIDADE


O presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT/RN), desembargador José Rêgo Júnior, deu posse, na manhã desta sexta-feira (26), a Thaissa Lauar Leite, no cargo de diretora de secretaria da Vara do Trabalho de Assú, que tem como titular a juíza Daniela Lustoza Marques de Souza, que prestigiou a solenidade.

O termo de posse foi lido por Heyder Leite Dantas, diretor do Serviço de Pessoal do TRT, e em seguida assinado pelo presidente e por Thaissa Leite.
A informação é prestada pela assessoria de comunicação social do TRT, na capital do Estado.
Antes de assumir o cargo, Thaissa Leite era assessora do gabinete do procurador chefe da Procuradoria Regional do Trabalho da 21ª Região, Rosivaldo da Cunha Oliveira.
Postado por Pauta Aberta

sexta-feira, 26 de julho de 2013

ATIVIDADE PARLAMENTAR

Deputado George Soares visita lideranças em Parelhas

Após prestigiar a tradicional Feirinha de Sant’Ana em Caicó, o Deputado George Soares (PR) seguiu viagem para Parelhas, onde visitou lideranças e reafirmou seu compromisso .

O grupo formado por Bruno, Jurglavia e Serginho, deu ao Parlamentar, nas eleições de 2010, 309 votos. “Esse grupo nos deu uma excelente votação, e fomos o 4° deputado mais votado na cidade. Sou muito grato por isso”

Este ano o Republicano destinou emenda parlamentar no valor de R$: 50 mil, para a aquisição de uma ambulância para o município.  Durante a conversa o grupo reafirmou apoio ao Deputado e ao Governo do Prefeito Petista, Francisco.
Assessoria Parlamentar Deputado Estadual George Soares 

quinta-feira, 25 de julho de 2013

CARNAUBAIS

Crédito: Willame Fotografias

Carnaubais - Em reunião realizada na noite de quarta-feira [24] , na qual estiveram presentes as maiores lideranças oposicionistas a gestão municipal, foram discutidas algumas conjecturas e os rumos a serem seguidos no plano local.

Embora alguns pontos tenham sido debatidos sem a presença da imprensa, o que se demonstrou foi uma afinação do discurso, isto, é todos continuam falando a mesma linguagem de mudança.

O time de oposição carnaubaense conta com vários partidos políticos, incluindo o PMDB, DEM, PR, PRB, PT e dissidentes do PSD, PP, PTB, PMN e PTdoB.

O ex-prefeito Dr. Zenildo Batista e sua esposa Alzenir marcaram presença ao lado do democrata Dinarte Diniz e três vereadores da bancada: Wanderley Mendes, Keide e Neném de Nilson Dias, o anfitrião.

Críticas

Na ótica dos líderes da oposição, a gestão do prefeito Luiz do PSB é pífia que só faz piorar em todas as áreas. Saúde, Educação, assistência social, cultura e esporte, principalmente, são setores nevrálgicos que revelam o fisco administrativo. 

-“Por isso fazemos oposição e queremos a mudança para Carnaubais crescer, avançar” Comentou Dinarte Diniz. 

Sessões 

Os vereadores se preparam para retornar os trabalhos dia 1º de agosto após o recesso parlamentar. É consenso que os parlamentares precisam intensificar a fiscalização, dando ênfase a comunicação, aproximando mais o legislativo da população.

Nesse sentido, as sessões itinerantes serão importantes para o questionamentos necessários nas comunidades. 

Professor se integra a oposição

Francisco Antonio Oliveira Souza, “Nitinho” – professor, escritor e futuro blogueiro, é o mais novo reforço do bloco que luta pela mudança em Carnaubais.

Ex-secretário de cultura e até bem pouco tempo assessor do prefeito, rompeu com o sistema governista e dará sua contribuição ao projeto político oposicionista.

“Nitinho” assegurou que sua intenção não é atacar pessoas, e sim, fazer críticas construtivas com foco no campo administrativo.
Postado por Toni Martins

SETOR CULTURA

Franklin Jorge pede demissão do cargo de diretor da Pinacoteca do Estado




Sem razões aparentes, diretor pede exoneração, embora tenha sido crítico irônico da gestão estadual da cultura

Por Sergio Vilar

O escritor, jornalista e crítico de arte Franklin Jorge pediu demissão do cargo de diretor da Pinacoteca do Estado, função assumida a convite da secretária extraordinária de Cultura, Isaura Rosado, dia 4 de janeiro deste ano.

Fac símile do pedido de exoneração (Foto: reprodução)

A comunicação do pedido de exoneração foi enviado via ofício escrito à mão e sem nenhum rodeio: apenas o pedido de demissão, sem maiores explicações ou condicionantes.

No entanto, Franklin Jorge vinha sendo crítico da própria gestão estadual da cultura, fato já divulgado por este portal. A última reclamação foi em forma de pedido de ajuda voluntária para limpar os jardins da Pinacoteca.
Franklin Jorge - Ex-diretor da Pinacoteca do RN.
“Estamos precisando manter o jardim limpo e não temos equipamento nem pessoal. Por isso, recorro aos Amigos da Pinacoteca que nos ajudem. Precisamos de (alguém para) cortar grama e de voluntários para nos ajudar na elaboração de um descritivo das obras do acervo, de internet de alta velocidade (trabalhos com um moden Vivo que parece uma carroça velha)”, escreveu.

Franklin Jorge finalizou sua indignação com esta frase: “A Pinacoteca é do povo, não de um pequeno grupo que mama e suga a nossa cultura há muitos anos. Vamos apoia-la. Não vamos permitir que a Pinacoteca se transforme em um outro Forte dos Reis Magos.”

Por meio de uma conta criada no Facebook, ele não só divulgava as ações implementadas na Pinacoteca, mas também explanava constantes críticas à gestão. Em certa oportunidade, escreveu:

“A Pinacoteca do Estado precisa urgentemente de voluntários. Não temos quadros, não obtive as sessões que desejava para levar adiante nosso projeto didático-pedagógico que tem despertado grande interesse das escolas e do público em geral que tem visitado as nossas exposições e acervo.

Também precisamos do apoio de alguma empresa que possa cuidar de dois banheiros que estão com problemas há muitos dias e não temos conseguido apoio para consertar os vazamentos. Quem amar a cultura e quiser ajudar-nos, entre em contato pelo e-mail:
pinacotrecarn@gmail.com”

No Dia do Artista Plástico, celebrado em 8 de maio, Franklin Jorge mais uma vez irônico ao comparar as programações dedicadas à data, elaboradas pela fundação de cultura de Natal e do Rio Grande do Norte. Ao visitar o IFRN Cidade Alta, onde foi promovido o evento municipal, escreveu:

“Eis uma bem sucedida gestão cultural, antenada com a contemporaneidade e afinada com a realidade local. Um trabalho sério, como pretendíamos fazer na Pinacoteca do Estado, valorizando talentos autênticos e contribuindo para a formação de público para as artes visuais. Um modelo a ser seguido por outros gestores que queiram acertar o alvo – ou seja, o público que não suporta mais engodos midiáticos nem gestores sem noção”.
Portal no Ar.

CULTURA


O trabalho ‘Tecidos do Selo Voador’, do artista plástico assuense Renato de Medeiros, será um dos finalistas na categoria ‘Ilustração’ do Movimento HotSpot, maior movimento de talentos criativos do empreendedorismo brasileiro.

O HotSpot é uma iniciativa do Sebrae em parceria com o Instituto Nacional de Moda e Design (In-Mod) e visa reconhecer talentos nas áreas de arquitetura, beleza, cenografia, design, design gráfico, filme e vídeo, fotografia, ideia, ilustração, moda e música.

Único nordestino finalista nessa categoria, Renato Medeiros disputará o primeiro lugar com outros quatro ilustradores.

Os vencedores das 11 categorias serão anunciados durante a cerimônia de premiação no dia 31 de julho, no Memorial da América Latina, em São Paulo. Cada vencedor recebe um prêmio de R$ 10 mil.

Mais informações aqui
Postado por Rabiscos do Samuel Nário

HISTÓRIA

HINO DO SESQUICENTENÁRIO DO ASSU

A Prefeitura lançou no mês de abril do ano de 1995 o Concurso: “Cante Assu no Seu Sesquicentenário”, cujo objetivo era alentar a sociedade assuense que por tantos anos conseguiu manter a cultura através da poesia, da música, das artes... Uma sociedade que sempre valorizou seu povo, que se orgulha de sua história e busca sua preservação através de iniciativa que promovam oportunidades de surgimento de talentos que se encontram no anonimato e a valorização dos talentos já existentes.

Pensando assim, o então prefeito Lourinaldo Francimari da Fonseca Soares lançou, através de seus órgãos ligados à cultura, o aludido concurso para a escolha do hino em homenagem aos 150 Anos de Emancipação Política do Município do Assu. Os Critérios do Concurso foram amplamente divulgados. Cada compositor poderia inscrever, no máximo, 02 canções. O valor de dois mil reais foi o prêmio ofertado para a composição vencedora.

Foi montada uma central de informações no Centro Administrativo Municipal atendendo as pessoas interessadas, tanto pessoalmente, quanto através de uma central telefônica. 

A composição vencedora, que só veio a ser conhecida publicamente na semana do Sesquicentenário, foi a seguinte:

Obrigado Assu pelas paisagens,
Pelos feitos heroicos de outrora,
Pelo verde que brota nas margens,
Do teu rio ao nascer da aurora.

Ao terceiro milênio confiante,
Levarás em teus ombros a glória,
De ser pátria das letras vibrante,
Com o teu nome gravado na história.

O petróleo da terra jorrando,
O algodão lembra paz e oração,
Carnaúba poesia inspirando,
Terra de frutos para exportação.

As estrelas mais resplandecentes,
No teu céu brilham com mais fulgor,
São as rimas tão doces e ardentes,
Dos poetas falando do amor.

Nesta data brilhante e festiva,
Bem marcada no teu calendário,
Com teus filhos de voz sempre altiva
Parabéns pelo SESQUICENTENÁRIO.

ASSU minha terra meu berço,
Minha ode minha oração,
ASSU de todo um povo,
Um pedaço do meu coração. (bis)

Aldenita de Sá Leitão Fonseca de Souza e seu esposo Abílio Fonseca de Souza.
O Hino Oficial do Sesquicentenário do Assu (vencedor do concurso) tem a letra da poetisa Maria Aldenita de Sá Leitão Fonseca Souza, com composição musical de Francisco Elion Caldas Nobre (Chico Elion - falecido em 2013). Aldenita, natural de Santana do Matos tendo residido no Assu na sua infância e adolescência. Filha de assuenses.

A poetisa e escritora Aldenita de Sá Leitão é assuense de coração, por herança paterna e pelo tempo vivido na "Terra dos Verdes Carnaubais" - berço de sua inspiração primeira. São seus pais Aldemar de Sá Leitão e Valdenita de Sá Leitão (Ninita). 

Aldenita recebeu o título honorífico de Cidadã Assuense, conferido pela Câmara Municipal, no ano de 1997. Ela é membro da Academia Feminina de Letras do Rio Grande do Norte e Sócia Benemérita da Associação de Jornalistas e Escritores do Brasil.
Fonte: Assu - Dos Janduís ao sesquicentenário - Ivan Pinheiro

ATIVIDADE PARLAMENTAR

Deputado George Soares prestigiará tradicional Feirinha de Sant’Ana, em Caicó 
O Deputado Estadual e Presidente do PR Jovem, George Soares, estará nesta quinta feira, 25, na região do Seridó. Acompanhado de amigos, correligionários e ao lado do Deputado Federal João Maia, o parlamentar prestigiará, como faz todos os anos, a tradicional Feirinha de Sant’Ana, que acontece na Praça da Catedral, em Caicó.

“A Feirinha de Sant’Ana é uma grande festa do Seridó. Fies de todas as partes do País visitam a cidade, em busca de renovar sua fé na Padroeira. É uma festa muito acolhedora”, disse.

Assessoria Parlamentar Deputado Estadual George Soares

quarta-feira, 24 de julho de 2013

DOMINGUINHOS

HISTÓRIA DE SUCESSO
 
Confira linha do tempo de Dominguinhos Sanfoneiro que morreu nesta terça-feira, em São Paulo, aos 72 anos.

Diário de Pernambuco.com.br - Publicação: 23/07/2013 20:38 Atualização: 23/07/2013 22:04.
 
Depois de 50 anos de carreira e mais de 40 discos gravados, herdeiro musical de Luiz Gonzaga - ovacionado pela crítica e querido pelos amigos e fãs - morreu nesta terça-feira no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Dominguinhos foi internado em estado grave no CTI (Centro de Terapia Intensiva) do Hospital Santa Joana, no Recife, no dia 17 de dezembro do ano passado. Pouco menos de um mês depois, em 13 de janeiro, ele foi transferido para o Sírio-Libanês, em São Paulo, a pedido de familiares.

Na época da internação na capital paulista, o tratamento era avaliado de forma positiva, já que ele respondia de forma satisfatória a ele. No dia 9 de julho, no entanto, Dominguinhos piorou e precisou ser transferido às pressas para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital. O estado já era avaliado como grave pelos médicos.
Crédito: Ricardo Fernandes/DP
Crédito: Ricardo Fernandes/DP

LINHA DO TEMPO

Em 1941, Garanhuns, Pernambuco, Brasil e mundo ganharam um dos mais importantes compositores e sanfoneiros do país. Nasceu José Domingo de Morais, o Dominguinhos.

Em 1948, conhece Luiz Gonzaga pessoalmente, no Hotel Tavares Correia, em Garanhuns, quando se apresentava com o grupo Os Três Pinguins, formado pelos irmãos. Para a mesa onde o até então desconhecido estava sentado. Dominguinhos mostra os primeiros indícios do seu destino. Na época, tocava pandeiro.

Em 1950, o predestinado artista começa a tocar sanfona dos oito baixos.

Em 1952, passa a tocar acordeom, inspirado no irmão mais velho, o primeiro sanfoneiro da família.

Em 1954, Mestre Chicão, afinador de sanfona e pai de Dominguinhos, leva os filhos para o Rio de Janeiro ao encontro com Gonzaga. Na visita no bairro Maria da Graça, ele recebeu uma sanfona de 80 baixos de Gonzaga. Amizade selada entre Dominguinhos, que viria a ser o principal herdeiro do Rei do Baião.

Em 1964, gravou o primeiro disco Fim de festa, pelo selo Cantagalo.

Em 1968, visitou Exu, terra de Luiz Gonzaga, pela primeira vez, acompanhado do Rei do Baião, no centenário do Araripe. Encontrou uma parceira na música, responsável por Eu só quero um xodó.

Em 1972, começou a conviver com artistas de outros estilos musicais, participando do show Índia, de Gal Costa, e Refazenda, de Gilberto Gil.

Em 1979, a música Quem me levará sou eu, parceria com Manduka, venceu o Festival da TV Tupi. Participou do disco de estreia de Elba Ramalho, o Ave de prata.

Em 1985, selou parceria com Chico Buarque, com quem compôs a música Tantas palavras.

Em 1989, perdeu o padrinho musical e amigo, Luiz Gonzaga.

Em 1993, criou o Projeto Asa Branca, focado em promover shows em praças públicas em diferentes cantos do país.

Em 1997, lançou o CD Dominguinhos e convidados cantam Gonzaga.

Em 2001, foi homenageado pelo Festival de Inverno de Garanhuns (FIG).

Em 2002, Dominguinhos ganhou o Grammy Latino, com o disco Chegando de mansinho.

Em 2003, participou do projeto Todos cantam Zé Dantas e Luiz Gonzaga.

Em 2004, dividiu temporada de shows com Elba Ramalho, que resultou em CD.

Em 2006, lançou Conterrâneos.

Em 2007, descobre que tem câncer no pulmão e começou sessões de quimioterapia desde então. Concorreu ao Grammy Latino.

Em 2008, o documentário O Milagre de Santa Luzia é lançado e vence o prêmio de Melhor Trilha Sonora do 41º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Dominguinhos é homenageado no Prêmio Tim.

Em 2009, Dominguinhos lançou o primeiro DVD, gravado em Nova Jerusalém.

Em 2010, recebeu homenagem do Prêmio Shell e lançou o álbum Lado B, com Yamandu Costa, e o CD e DVD Iluminado.

Em 2011, Dominguinhos se recupera de infarto.

Em 2012, foi lançado o box Pernambuco forrozando para o mundo - Viva Dominguinhos. Vence o Grammy Latino, na categoria Álbum de raiz, com o disco Iluminado. Após participar de sucessivas celebrações pelo centenário de nascimento de Luiz Gonzaga, ele foi internado com infecção respiratória e arritmia cardíaca.

23 de julho de 2013 - Morre aos 72 anos, às 18h, no Hospital Sírio-Libanês (SP), em decorrência de complicações infecciosas e cardíacas.

HISTÓRIA

BONDES NO BRASIL
Natal/RN
Foto do site Web: Natal - 400 Anos de História/jornal Diário de Natal
A foto mostra a chegada de um bonde ao monte Petrópolis, em Natal, capital do Rio Grande do Norte, seguindo a linha inaugurada em agosto de 1912. Abaixo, imagem do bonde elétrico trafegando pela cidade. O sistema de bondes da capital do Rio Grande do Norte foi extinto em maio de 1955.
Foto cedida pelo pesquisador norte-americano Allen Morrison, de New York/EUA

Relata o jornal Diário de Natal, na Internet:

Durante 50 anos, o principal transporte de Natal

Após os bondes puxados a burro que circularam em Natal a partir de 1908 no trecho que ia da rua dr. Barata até a Praça Padre João Maria, na Cidade Alta, o próximo transporte coletivo de Natal foi o bonde elétrico. Enquanto o bonde puxado a burro durou pouco mais de dois anos, o bonde elétrico circulo nas ruas de Natal, um total de 50 anos.
Em 1910 foram iniciados os estudos para instalação dos bondes elétricos. A empresa de melhoramentos de Natal, Vale Miranda&Domingos Barros contratou com a municipalidade o empreendimento, mediante empréstimo externo da França. Um ano depois, no dia 2 de outubro de 1911, são inaugurados com as mesmas solenidades, os serviços de bondes elétricos na cidade de Natal.
O progresso foi notável e as linhas começaram a se estender: em novembro de 1911, inaugura-se a linha para o Alecrim 1; em agosto de 1912 os bondes chegam a Petrópolis 2. Em agosto de 1913 inaugura-se nova linha que, partindo da avenida Rio Branco chegava ao Tirol onde está o Aero Clube e em 1º de fevereiro de 1915 à Praia de Areia Preta.
Decadência - Infelizmente, aí parou o progresso da Companhia com a desfeita da sociedade Vale Miranda & Barros. O serviço de viação urbana passou para a Empresa de Tração Força e Luz que, desinteressando-se pelo empreendimento, relegou o serviço de bondes a segundo plano, tornando-se deplorável.
Aos poucos, os bondes foram diminuindo, piorando, caindo a sua utilidade em meio a tantas reclamações. A Companhia não atendia às reclamações populares, chegando ao ponto de, em 1920, o governador mandar executar judicialmente a companhia concessionária, tendo o gerente alegado falta de recursos, abandonando a empresa que ficou paralisada por cerca de dois anos.
Houve intervenção, quando recomeçaram os trabalhos, precariamente, em 14 de setembro de 1923. Em agosto de 1927, a Prefeitura Municipal recebe e põe em tráfego novos bondes elétricos importados. Em outubro de 1930, o governo entregou esses serviços às empresas elétricas brasileiras, que os manteve até sua extinção em 1960.
A viagem pelos trilhos do Brasil continua...
Carlos Pimentel Mendes